sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Literatura surda por Cristiane Oliveira


Apesar de serem 10 milhões de brasileiros a terem uma língua própria, os surdos ainda sentem muita dificuldade em se integrarem à sociedade.
Como tudo na vida, aos poucos são feitos avanços positivos que trazem qualidade às vidas de tantos deficientes auditivos.
Em meados de 2016, fui a um salão de beleza em São Caetano do Sul e lá me deparei com um profissional que fazia atendimento em Libras.
No período em que fiquei lá, notei que foram 5 atendimentos!




Ter presenciado aqueles clientes recebendo a atenção devida, sendo compreendidos e tendo o resultado que desejavam, me fez pensar que o contato com a comunidade surda merece muito mais engajamento, pois eles precisam dos mesmos tipos de serviços que nós, pessoas tidas como detentoras de funções plenas. 
A partir daquele dia, comecei a me interessar e querer entender mais sobre essa língua que traz consigo uma expressão corporal tão marcante. 


Fiquei muito feliz em saber que em 2017 o Enem (Exame nacional do ensino médio) contou com prova em vídeo, traduzida para a Libras, de modo a incluir os surdos. Um ganho, certamente.
Venho me munindo de fontes de conhecimento e informação sobre a cultura surda desde a minha experiência no salão do ABC paulista.
Indo mais a fundo em minhas investigações, descobri que há uma  região localizada no sul de Massachusetts, chamada Martha’s Vineyard, conhecida por ser a primeira comunidade desenvolvida para surdos. 
Conforme fui me interessando mais pelo assunto, fui fazendo contatos e amizades com profissionais da área e eis que encontrei um grupo muito legal chamado Libras Avante que se dedica à literatura surda.
Descobri com eles que há um ótimo nicho literário para o público jovem. Muitas obras famosas estão sendo adaptadas para a Libras.
Um deles é Rapunzel surda, um clássico que faz parte da infância de, praticamente, todas as crianças. 



Além da literatura com foco no público infanto-juvenil há outros autores que tive o prazer de descobrir e que tem me preenchido com ricos conhecimentos sobre a comunidade surda.



Se você se interessa por Libras, vale a pena investir um tempo se familiarizando e entendendo um pouco mais dessa língua tão linda. 


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

Metas de Leitura 2019 - Lu Rabello

Metas de Leitura para o ano de 2019 - por Lu Rabello

Com um pouco de atraso venho mostrar minhas metas de leitura para 2019.
Já há um tempo venho me sentindo inclinada a ler grandes obras da literatura. Não desmerecendo os autores iniciantes mas acho essencial conhecer o clássico.
Ano passado li um livrão, em todos os sentidos, chamado O Conde de Monte Cristo. Mais de 1.600 páginas de tramas elaboradas e vingança.
Daí em diante fui pegando o gosto em ler livros já consagrados. Sem deixar os lançamentos de lado pois ninguém é de ferro.


Segue minha lista para leitura desse ano






Boas escolhas? Poucos livros, né?! Mas prefiro colocar menos e tentar dar conta. E temos livros grandes como O nome da Rosa de Umberto Eco e Anna Karenina de Tolstói que vão me consumir muitos dias (e noites) de leitura.

Notem que metade da lista é de nacionais. Tanto que um da lista já foi lido e é o Senhora, de José de Alencar. Ando muito “viciada” em literatura brasileira. Já viu minha postagem a respeito? Clique aqui 


Aurélia é a Senhora do título. Êta mulher porreta!


Sigo agora com Memórias Póstumas de Brás Cubas.

E vocês, já fizeram listas? Gostam? Ou leem o que dá vontade? Eu vou muito na vontade do momento por isso não irei marcar mês específico para cada mas quero ler muito todos esses!

Um beijo e até a próxima, 
Lu

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Outros igs de nossas colunistas:

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terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Estilística e Gramática - por Fabi Sanchez

Estilística e Gramática



Olá, povo que lê! 

Hoje vim falar sobre diversas coisinhas, mas o tema central é: as escolhas que fazemos sobre a linguagem de um texto para podermos expressar determinada ideia. Parece um tema muito chato e formal, mas não é não, veja só:


sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Você abandona livros? - Lu Rabello


Quem lê muito, mais cedo ou mais tarde, vai se deparar com alguma leitura não muito boa. Aí vem o dilema: ir até o fim ou abandonar o livro?

É sobre isso que vamos conversar hoje.
Sou uma leitora com algumas décadas de experiência com os livros.
Nunca gostei de começar um livro e não finalizar. Na verdade, com tudo. Se começo algo tenho que ir até o fim.
Porém os anos vão passando e consequentemente as leituras vão crescendo. Minha pilha de livros desejados chega na lua e volta.


"Ao Infinito e Além"

Aí comecei a pensar: “Vale a pena continuar uma leitura que não está me trazendo alegria?” “Tenho tanto a ler e vou ficar sofrendo com essa estória?”

Foi a partir desses pensamentos que comecei a desapegar.
E qual o critério para abandonar um livro?
Cada um terá o seu, mas eu avalio o meu grau de interesse em saber o final da estória.
Alguns são ruins desde o início, já outros, a estória vai bem até o meio, depois se perde. 
Sendo assim, se existe algo que me prenda eu até faço um esforço, se não...a pilha de livros abandonados sobe na mesma medida que a de livros a serem lidos.

Acredito que isso se deva à maturidade de saber que o mundo não acaba se você não finaliza um livro (ou não termina um filme, por exemplo)
E à maturidade intelectual também. Como disse no começo leio há muitos anos e conforme o tempo passa nossos gostos se alteram. O que era bom há 10 anos atrás, hoje pode não atrair mais. Vamos lendo coisas diferentes, nosso cérebro vai pedindo mais substância e quando a leitura não oferece, bate essa frustração de ter que largar algo porque aquele tipo de estória já não nos acrescenta nada.

Estão curiosos para saber o que já joguei pra escanteio?

Um deles é uma unanimidade entre leitores. Um queridinho adorado por todas as idades.
Quem arrisca um palpite?

Se você pensou em O Morro dos Ventos Uivantes, acertou.
Você não gostou desse livro? Como assim?”, devem estar pensando.
Eu ODIEI. Li umas 80 páginas (fui insistente para saber o porque de tanta fama) e decidi que foi o bastante.
Para mim, essa não é uma estória de amor. É uma estória doentia.
O amor não precisa de tanta raiva, não precisa de vingança. O amor tem que ser leve, feliz...


Meu primeiro abandono


Indo pela ideia do amor verdadeiro não precisar de tantos “subterfúgios”, outro que não me agradou em nada foi Cinquenta Tons de Cinza.
Li o 1º, mas não teve jeito. Estória ruim, mal escrita, idealizada de forma infantil e totalmente fora da realidade. Nem aos filmes assisti.

Outro que larguei, e esse bem no início, na página 10 mais ou menos, foi A Desumanização de Valter Hugo Mãe.
Nem lembro o porque de não ter gostado da narrativa, mas vi que "sofreria" demais lendo essa estória. Fiquei até chateada por ouvir tantos elogios ao autor e ter me decepcionado de cara (era meu primeiro contato com seus livros), mas não dava pra continuar.

E o um dos últimos que larguei foi O Poder do Hábito. Eu sou doida por temas que envolvam produtividade e organização. Porém nesse livro não encontrei nada disso. São relatos de pessoas que transformaram suas vidas de acordo com algum hábito, mas só. Nada concreto para auxiliar na realização de incorporações de hábitos no dia a dia. Um quase "auto-ajuda". Nada contra, mas esse nicho literário não me encanta.
Ainda no mesmo tema, um autor que tentei ler foi Augusto Cury. Nem lembro qual livro foi, mas achei mais do mesmo e percebi que nada do que ele escrever irá me interessar.

Vocês costumam abandonar leituras? Me contem! 
Vamos combinar que a vida é curta demais para livro ruim! Ei, e vale dizer que um livro pode ser péssimo para mim e excelente para você. Sem preconceitos.

Um beijo e até a próxima
Lu

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terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Ressaca literaria, como sair dessa? | Por Leila Jacob

Oi pessoal, tudo bem?


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Vocês já entraram naquela fase em que não consegue ler nada?
Confesso que não leio mais como antigamente, era leitura atras de leitura sem pausas para absorver a ultima historia. E foi assim por muitos anos até que comecei a fazer um curso técnico, depois entrou a graduação com muitas legislações, leis e historia para serem absorvidas todo semestre.


segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Melhores e piores livros de 2018


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Em nosso primeiro post coletivo, fizemos, com muita dificuldade, já que são tantos os livros, um levantamento dos melhores e dos piores lidos por nossas colunistas em 2018. Confiram.

Olá, povo que lê!

2018 terminou e com ele minha meta de leitura fechou em 40 livros. Eu costumo marcar os livros que leio lá no Skoob, vocês conhecem essa plataforma? É muito legal, vou deixar meu link aqui pra vocês visitarem. Num outro post eu falo mais sobre o Skoob, ok?
Vamos ao que interessa... gente, entre 40 livros, pensa numa dificuldade pra escolher o melhor... Tiveram muitos que selecionei como 5 estrelas no ano passado, de verdade, mas depois de muito pensar, resolvi escolher um, finalmente:

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Como gostar de Literatura Brasileira - Lu Rabello


Olá, leitores.
O Brasileiro não lê muito os próprios autores, não é mesmo?

Sempre está de olho nos lançamentos gringos, sejam eles Americanos, Europeus e até os do Oriente vem crescendo por essas bandas e no mundo afora também.
E os nossos queridos escritores que não devem nada aos estrangeiros, ficam jogados, relegados a uma possível leitura num futuro que nunca chega.
Para ajudar, alguns livros são exigidos nos vestibulares do país, e ao serem colocados como leituras obrigatórias, viram sinônimos de leituras chatas. Basta um pulo.

O aluno já vem com aquele “ranço” sem nem dar chance a uma boa estória nacional.
Mas digo que você não sabe o que anda perdendo ao ficar só nos best-sellers internacionais.
Literatura Brasileira é bom demais, sô!