"Toda memória de um homem é sua literatura particular"

terça-feira, 26 de maio de 2015

Livros de pintar

Sobre os "livros" de pintar:

Sabemos que a Faber Castell, a Bic, e outras marcas estão felicíssimas com essa onda capital de "pintação" em massa, sem contar as editoras dos títulos. Sabe-se também que há uma corrente de pseudo pensadores menosprezando os pobres "livros", dizendo que eles são nada mais, nada menos, do que a causando a desvalorização da literatura!
Mas calma lá! Quem disse que livro tem que ser literatura? A palavra "livro" incomoda muito? Quer chamar de apostila ou caderno de atividades? Tudo bem!!! 
A ideia dos livros de pintar, no meu ponto de vista, ou seja, do ponto de vista da consumidora que vai pintar os livros, é que ele funciona tão bem quanto meu quebra-cabeça de 5000 peças, minhas revistas de ponto cruz (juntamente com meus retalhos de etamine e meadas de linhas coloridas e agulhas de muitas larguras), ou esse blog, ou meu caderno de escritos, ou até mesmo minhas leituras água com açúcar de que tanto gosto: distanciar do mundo de mazelas e buscar a minha "Passárgada" interna, que muitas vezes encontro sozinha, com meus filhos, ou com meu esposo, em casa, ou num parque, ou tomando cerveja, ou ouvindo uma música, ou seja, esses livros, pra mim, tem a função do prazer, tão quanto o prazer que me dá literatura.
O prazer é algo comprável? Não! O que me adianta ter o tal livro, os lápis e não ter prazer por aquilo que se faz, ou com quem se faz? Portanto, podem falar o que quiser, mas antes, deem-me licença, pois vou aproveitar meu presente com minha caixa de 48 cores e minha família.

"As cores da floresta"
Anton Potier e Ben Potter
Ciranda Cultural
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