"Toda memória de um homem é sua literatura particular"

sexta-feira, 17 de julho de 2015

150 anos de Alice no País das Maravilhas


Esse ano, especificamente em 4 de julho, Alice no País das Maravilhas fez 150 anos de publicação. 
E daí?
E daí que se você já leu esse livro vai perceber o quão atual, ou até mesmo vanguardista ainda o é, mesmo após tantos anos.
Tão atual que foi material de uma de minhas monografias na faculdade. Tão moderno que essa minha edição da foto, está mega surradinha, pois é um dos livros mais emprestados em minha biblioteca móvel e um dos livros que mais gosto de ler para meus alunos, pois a reação de todos é silêncio absoluto e as análises e interpretações das crianças e dos adolescentes são tão surreais quanto as do próprio livro.



Falar sobre o enredo da história é desnecessário, mesmo porque a Disney martelou a estória de duas formas que foram super vendidas nos cinemas.
Arranhemos um pouco sobre a originalidade da obra. A previsão da mistura de prosa e poesia na mesma estória, algo que seria inovador mesmo 50 anos a frente de sua primeira publicação.


A desestrutura dos personagens que são além de esféricos, contextualizando com as angústias internas e o mundo onírico que estavam começando a ser estudadas pela psicanálise na mesma época.



A visão de mundo, para a época, era totalmente descabida. A literatura infantil praticamente não existia, se existia era algo moralizante e pedagógico e de repente, esse louco do Lewis Carrol mostra um mundo as avessas que não mexe apenas com as crianças, mas principalmente com os adultos.  
Porem ele deveria saber o quão perigoso isso poderia ser, pois ele era extremamente discreto, frequentando apenas círculos de amigos íntimos, casais com seus filhos, ou melhor, filhas.
Sim, Alice foi uma criança real. Dizem que era a filha do meio de um casal de amigos e que inspirou o autor a escrever a narrativa. Dizem mais coisas também, algo girando em torno de pedofilia. Se é verdade, nada e nem ninguém consegue confirmar.


Mas deixando as fofocas a parte, Lewis Carrol, no meu ponto de vista, foi um dos grandes escritores da humanidade com sua visão surreal do mundo infantil e perdido dentro de cada ser humano. 


Ainda tenho um sonho de consumo a ser realizado referente a essa obra: folhear um original ilustrado por Dali. Quem sabe um dia, não? Enquanto isso, contento-me com minha edição surradinha...



Boas leituras!

Alice no Pais das Maravilhas
Lewis Carrol
Nicolau Sevceno (tr)
Luiz Zerbini (il)
168 páginas 
Cosacnaif
2009




2 comentários:

  1. Que post mais amor, adoro post com fotos fofas como essas!!!

    Visitem: Blog Cantinho da And

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    1. Obrigada, Andressa, pelo carinho. É difícil Alice não agradar, né? bjks e Boas Leituras!

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