"Toda memória de um homem é sua literatura particular"

terça-feira, 13 de outubro de 2015

O Milagre

Hoje vim trazer mais um conto de babar de uma de minhas alunas da oitava série, a Vitória Maria. Espero que gostem:

O Milagre

Era um dia como todos os outros. Deivid acorda as 5:15 da manhã para poder ir ao trabalho que fica em outra cidade.
Sua esposa dorme um sono pesado. Ela dorme sorrindo, parece até que está sonhando. Deivid vai até ela e a acorda.
- Bom dia, meu amor! Estou atrasado, você pode...
Aline já dá um pulo da cama e diz:
- Por que você não me acordou antes? Ande! Vá se arrumar! Estou indo preparar seu café! Rápido, ande!
- Eu te amo! - diz abrindo um sorriso - Eu te amo tanto...
- O que está acontecendo? Está tudo bem? Você não costuma me dizer isso quando acorda - ela diz estranhando a atitude do marido.
- Está tudo bem, só acordei querendo dizer isso.
Aline o beija e vai até à cozinha preparar o café. Deivid senta-se, e sente um aperto muito grande no peito, mas prefere não dizer nada à sua esposa. Ele sentiu que algo aconteceria naquele dia, que a partir daquele dia algo mudaria, e ele estava certo.
A caminho do trabalho, Deivid dirigia um pouco acima do limite de velocidade, mesmo sabendo que aquelas curvas eram perigosas.
Ele sente novamente um aperto no peito, desta vez bem mais forte do que da vez anterior. Então ele fecha os olhos por um tempo, com a moto ainda em movimento. Abre os olhos e nada acontece, então ele faz a curva mais perigosa de todas quando...
PHÁÁH!!!
Deivid foi jogado longe de sua moto. Um carro deu de frente com a moto,fazendo-o ficar com a perna presa em um arame farpado que tinha em volta da beira de um rio. Gritava pedindo socorro para que alguém o ajudasse, mas o motorista do carro, por estar errado, não presta socorro e vai embora.
- Socorro! Socorro, me ajudem...
Ele sentia tanta dor que já não conseguia mais gritar, então seus gritos foram ficando mais fracos, diminuindo as chances de alguém ouvi-lo.
Deivid vai fechando os olhos, dando a impressão de que estava ficando desacordado, mas algo o segura em suas mãos e o puxa. Ele olha para sua perna  e vê que em volta dela está uma luz estranha, uma luz diferente em plena luz do dia.
- PUFFAPTZUN... - uma voz disse fazendo que a luz sumisse, sua perna ficasse solta e não sentisse mais dor nenhuma.
Deivid já não sentia mais dor e então desmaia. Ele acorda em um lugar desconhecido, um lugar lindo, com bastante luz, com flores e acessórios magníficos. Ele tenta se levantar mas não consegue muito.
- Deite-se! Não é bom que você levante agora - diz a mesma voz que disse aquelas palavras estranhas no lugar do acidente.
- Quem está falando? Onde você está? - Deivid pergunta apavorado - Apareça!
- Calma, calma! Você se sente melhor? A dor está suportável?
- Sim, só estou um pouco dolorido, mas quem é você? Apareça!
- Calma!
- Eu quero sair daqui! Quero voltar pra casa!
- Tudo bem, se você conseguir sair - a voz diz com um tom de deboche.
Deivid observa o local e percebe que não há portas, nem janelas, e então grita:
- Ahhhh! Me tira daqui... Eu morri, é isso? Eu estou no céu ou no inferno?
- Já disse para ter calma. Aqui não é o céu, muito menos o inferno. Você entenderá tudo se tiver calma - diz a voz com uma risadinha.
Surge então uma linda mulher flutuando sobre o local.
- Quem é você? - diz Deivid encantado com a beleza da mulher.
- Meu nome é Victória! - Diz a voz pousando ao lado de Deivid.
- Eu quero acordar! Chega de pesadelo.
- Já disse para ter calma, sua teimosia me deixa nervosa. Você não precisa acordar, pois isso não é um pesadelo.
- O que você é? Você pode voar? Você é uma fada?
- Não! Eu sou uma anja da guarda.
Deivid começa a dar gargalhadas, pois não acredita no que vê.
- Do que está rindo? Eu sou uma anja!
- Não dá pra acreditar, desculpe-me. Eu quero acordar!
-  PUTFADZUN - diz a voz fazendo Deivid sentir dor novamente.
- Tá bom! Eu acredito! Tá doendo! Pare, por favor!
- Tudo bem! - diz fazendo a dor sumir.
- Mas como assim? Podemos ver nossos anjos?
- Humanos, humanos, vocês são bobos! Quando uma pessoa está à beira da morte, mas ainda não está na hora de partir, nós aparecemos para salvá-las.
- Então isso não é um pesadelo?
- Eu já disse que não.
- Minha filha sempre disse que anjos existem.
- A Clarinha me conhece, ela já veio até mim no dia de seu nascimento, Mas ela não se lembra de nada, apenas acredita.
- Ela vai amar saber que também te conheci...
A voz o interrompe e diz:
- Você não se lembrará de nada!
- Mas por quê?
- É assim que acontece, isso é para você acreditar que milagres acontecem. Eu fui enviada pelos anjos dos anjos e agora minha missão está concluída.
Deivid ainda tenta entender, seus pensamentos estão confusos até que...
- Mas...
- Está na hora, volte e faça sua missão, você se lembrará apenas de uma coisa: Milagres acontecem...  PUTFAPTZUN - e tudo desaparece.
Deivid acorda no hospital, com dores suportáveis, mas com aparelhos à sua volta.
-Amor - diz Aline - isso é um milagre!

Boas Leituras!




6 comentários:

  1. Muito bom. Milagres acontecem. É só acreditar, que tudo se torna possível. Parabéns, professora e aluna.

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    1. Oie, Ju!!!

      Não é mesmo? O milagre acontece a cada bom texto que lemos deles. Não podemos desistir! Obrigada por todo apoio e estímulo!
      Bjks e Boas Leituras!

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  2. Oi, Fabiana!
    Que conto lindo. É mesmo de ficar babando. *-*
    Ah, Feliz dia do Professor!^^
    Beijo

    http://canastraliteraria.blogspot.com.br/

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    1. Oi, Dani!!!

      Muito bom, mesmo, não?
      Obrigada pela parabenização! ;)
      Bjks e Boas Leituras!

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  3. Olá, Fabiana,

    Tudo bem?
    Amo contos! Gostei muito desse!!!

    Grande abraço

    http://bookbus1.blogspot.com.br/

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    1. Oie, Raquel!

      Que bom que gosta! Tenho mais alguns para postar, sempre passe por aqui pra ver as novidades!
      Bjks e Boas Leituras!

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