"Toda memória de um homem é sua literatura particular"

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Coisas que a ciência não explica (parte 2)






FELIZ 2018, POVO QUE LÊ!!!

Para começarmos bem o ano, lá vai um presentinho para vocês, queridos leitores: A segunda parte da minha micro novela "Coisas que a ciência não explica"




Coisas que a ciência não explica” (parte 2)

           
            Estávamos estáticos, olhando a filmagem que graváramos há alguns minutos atrás, reproduzida nos monitores do nosso estúdio móvel: uma monótona dança de vaga-lumes que nada dizia sobre os seres estranhos, pequenos hominídeos de olhos de lanterna, que havíamos encontrado e filmado sobre o tronco daquela árvore imensa e cheia de musgo.
            Que seres seriam aqueles? E por que nossas câmeras não haviam registrado a realidade? Mas o que era real? Os vaga-lumes ou os minúsculos seres assustadores e arrepiantes? Estaríamos sobre o choque da onça que quase havia nos devorado antes do estranho encontro com esses pequenos seres?
            Ficamos eu e o Mário assim, submersos em nossas questões, quando um calor nos queima a nuca, como uma labareda; e um relincho nos ensurdece todas as interrogações. Olho para a porta do trailler, que havia deixado aberta na afobação, e vejo uma serpente enorme, enrolada sobre seu próprio corpo que tinha aproximadamente a largura de minha cintura com quase meio metro da parte superior de seu corpo levantada, sustentando uma cabeçorra do tamanho da minha. Vermelha como fogo, sentia nosso cheiro com sua língua negra lambedoura de ar.
            Nunca havia visto uma cobra como aquela. Chamei o Mário que já estava com a câmera ligada na direção do animal. Percebi que seria nossa última oportunidade de mandarmos algo para a emissora. Olhei para a câmera e comecei:
            - Pessoal, acabamos de receber uma visita espetacular aqui no nosso trailler de gravação. É uma serpente enorme! Nunca vi algo como esse bicho! Tão grande e vermelho desta forma! – enquanto falava, fui vagarosamente me aproximando do animal com a mão estendida para que ele sentisse meu cheiro com sua língua, mas faltando um metro para encostar no bicho, percebi que ele emanava um calor absurdo. Me assustei com a sensação térmica e puxei, automaticamente, minha mão para trás e disse para o Mário sem mais me preocupar com a gravação:
            - Mário, essa droga é quente! Cobras não são quentes!
            Assim que me virei para o animal, pequenos homens verdes com enormes chapéus e olhos de luz pousam sobre todo o corpo fervente da cobra e um zunido de relincho começou a perfurar meus tímpanos:
            - Você não é máquina, é mata. Venha velozmente de volta!... Você não é máquina, é mata!  Venha velozmente de volta!...
Eu estava beirando a loucura, já não sabia mais o que era ciência e o que era fantasia.
 (Continua...)

Espero que estejam gostando da novelinha, do mais, para 2018, ótimas leituras a todos

Bjks!
Fabi

3 comentários:

  1. Respostas
    1. Feliz 2018, Leiloca!!!
      Aguarde o último capítulo... :D

      Bjks e boas leituras!

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  2. Muito bacana !uma história para mecher com a imaginação dos leitores,mas é uma história que faz a sua mente trabalhar para tentar entender :oque faz para ser a ciência ou algo espiritual?aí está as perguntas no ar !!!

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