terça-feira, 21 de agosto de 2018

O Símbolo Perdido - Dan Brown (por Lu Rabello)


Olá, leitores do Café! Tudo bom?

Quem aí nunca ouviu falar de Dan Brown?

Autor famoso por seus sucessos literários O código Da Vinci, Anjos e demônios, Inferno, Fortaleza Digital e Ponto de Impacto. Os três primeiros chegando a ser adaptados ao mundo da sétima arte.

Já li alguns dos seus livros e dessa vez o escolhido foi O Símbolo Perdido






O autor é bem conhecido por seguir uma mesma fórmula em seus romances: Um mistério a ser resolvido, geralmente dentro de um prazo - alguns dias ou horas - que pode comprometer a vida de alguém ou implicar na divulgação de algum segredo.

E Robert Langdon, seu personagem mais conhecido, é quem auxilia na resolução dos problemas.


Quem já leu algo de Dan Brown ou assistiu a alguma das adaptações cinematográficas sabe que Langdon é um professor de simbologia (que apesar de ser um ramo acadêmico fictício, sabe-se que professores de História da Arte ou Teologia podem se especializar em iconografia religiosa) de maior conhecimento nessa área no mundo.

Em O Símbolo Perdido, Robert Langdon tem que desvendar mais um mistério, dessa vez em Washington.

Vamos à estória:

Langdon recebe um convite para ministrar uma palestra em Washington. Porém quando chega ao local, não há palestra nenhuma, não há público à sua espera. Logo percebe que foi colocado em um jogo arquitetado por um vilão que quer encontrar um antigo segredo da maçonaria escondido há séculos, que supostamente daria a quem o decifrar, superpoderes.
Em seguida, fica sabendo que um grande amigo e mestre maçon está nas mãos do sequestrador e ele só o libertará quando Robert Langdon conseguir decifrar esse segredo que está dentro do...Capitólio! E porque lá?

Durante a fundação de Washington, o primeiro presidente dos EUA, George Washington, um dos mais famosos e conhecidos maçons, espalhou símbolos maçônicos por diversos locais. Ele foi o responsável por assentar a pedra fundamental do Capitólio em uma cerimônia maçônica no séc.18 e transformou sua construção em um local esotérico.

Aí então começa a corrida contra o tempo para decifrar esse enigma tão misterioso e ao mesmo tempo libertar o amigo.



 Ah, o autor inventou tudo isso, não é?! Não.
  


Claro que todos os fatos reais são pano de fundo para a estória, mas é extremamente curioso, não?!

Esse livro falará muito sobre a maçonaria. Uma sociedade muito antiga pautada na filosofia e filantropia mas cercada de mistérios. Como utilização de cadáveres e outros artifícios macabros em seus rituais. Apesar de haver fatos bastante exagerados no livro, como esse, eles foram apenas colocados para dar mais “emoção” ao enredo. Mesmo porque não se sabe ao certo o que se pratica nas cerimônias pois os iniciados maçons seguem a tradição de não revelar o que se passa nesses rituais.

No livro, o vilão diz que os maçons protegeriam uma sabedoria antiga capaz de dar superpoderes a quem conhecê-la.

O que seria esse segredo? Você vai ter que ler para descobrir mas adianto que nesse livro ouviremos muito sobre o poder da mente. Em como ele pode operar maravilhas ou catástrofes dependendo do nível de pensamento das massas.

Já ouviu falar em Ciência Noética? Eu também nunca tinha ouvido. E antes que você ache que foi algo inventado para essa estória, lembre-se da foto acima. É uma ciência real. Que estuda o potencial divino da humanidade. Para entender melhor, veja:


Parece maluquice mas durante o curso da história da civilização, já nos deparamos com fatos que achávamos certos por séculos e com estudo, caíram por terra. Como na época em que não se existia evidências de que a Terra é redonda. Ao afirmar isso, as pessoas achavam um absurdo, achavam que a Terra era plana e no entanto, com estudos, se provou o contrário.

Esse conceito ainda é muito novo mas não devemos duvidar de sua veracidade. Quem sabe se daqui há alguns anos não teremos provas incontestáveis sobre essa ciência?

Quem também concorda que nossos pensamentos podem mudar o mundo?
O mundo vive um momento de muitas incertezas, principalmente o nosso país, e acredito que nossos pensamentos influenciam de verdade no nosso meio.


Esse livro não foi um dos meus preferidos, apesar de ouvir inúmeras vezes que era a melhor obra do autor, acabei me decepcionando um pouco.
Existe ação desde a primeira página, mas a estória não empolgou tanto como nos demais livros. O vilão é um personagem...chato. Não é aquele vilão carismático, se é que podemos dizer isso deles, mas meio que acabamos, se não torcendo, admirando as peripécias que eles engendram.
Esse deixou um pouco a desejar.

Mas a estória em si, foi bem construída. E apesar de muita coisa ser ficção, há uma ponta de verdade em tudo.
E para seguir o padrão de seus livros, Dan Brown, fará muitas referencias a arte, história, locais famosos e isso é fascinante para quem gosta de cultura em geral.

O livro A verdade por trás do símbolo perdido, de Tim Collins, ajuda a compreender melhor toda essa estória criada por Dan Brown, pois é bem explicativo ao nos esclarecer muitos dos termos usados no livro O símbolo Perdido. Para quem quiser esmiuçar mais a fundo a obra e gosta de simbologias, é um prato cheio




Leitura altamente viciante, em que você não consegue parar até finalizar o livro.

Pode não ser “alta” literatura mas é uma literatura de alto nível. Para quem gosta de conhecer mais sobre arte e história,é uma excelente pedida.


O Simbolo perdido (The lost symbol)
Autor: Dan Brown
496 páginas
Editora: Sextante


A verdade por trás do Símbolo Perdido

Tudo o que você precisa saber sobre o novo Best-seller de Dan Brown

Autor: Tim Collins
175 páginas
E
ditora: Cultrix

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Um beijo e até mais
Lu


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