segunda-feira, 19 de outubro de 2020

Desafio de escrita criativa "Leila Jacob" - por Fabi Sanchez

Olá, povo que lê!

Esta semana é a semana do desafio biográfico e por esta razão decidimos escrever uma sobre a outra para que vocês possam nos conhecer um pouquinho mais de perto.

Estão prontos para saber um pouco mais sobre essa minha querida amiga, a escritora Leila Jacob? Então vamos lá!





domingo, 11 de outubro de 2020

Desafio de escrita criativa: A Operária -por Leila Jacob

Caro leitor,

Confesso que fiquei bem balançada com o desafio da semana, tive bons professores de arte na minha vida escolar. Lembro da querida professora Adriana que era fã incondicional de Romero Britto e Tarsila do Amaral. Ela sempre pedia para os alunos copiar os desenhos de ambos artistas e falava sem para da semana de arte moderna. Espero que a senhora esteja bem onde estiver professora Adriana, você provavelmente não iria lembrar dessa humilde aluna, mas marcou minha vida.

O tema da semana é: Baseie-se em uma obra de arte. Use a historia que ela apresenta como referencia.

Escolhi Operários da Tarsila Do Amaral, que foi pintando em 1933 depois da sua vinda da antiga União Soviética e perda de bens depois da crise de 1929. Inspirou-se na chegada das industrias no estado de São Paulo, o país estava trazendo com força o capitalismo e sem leis trabalhistas como as de hoje.

Operários, Tarsila do Amaral.



Os dias não eram mais meus e sim da rotina que me consumia, uma grande crise havia acontecido não só no mundo mas dentro de minha alma. Ela consumia com todo amargor a alma que antes mal sabia que habitava nessa casa, eu.

Antigamente achava que a dor era quando se cortava o dedo descascando um legume ou até mesmo quando alguém lhe batia, dor é física e ponto.
Eu tinha casa, marido, empregados e dinheiro.
O que mais me doeu perder?
Bem é difícil dar uma resposta quando se perde tudo repentinamente, mas posso afirmar que o marido não me faz falta, ter ele em minha vida era para suprir as fraquezas da carne.
Mas sinto falta do dinheiro, ele era um bom companheiro.
Agora devo trabalhar.

Levanto com pesar da cama, sei que preciso levantar, trabalhar dessa forma é algo que nunca na vida imaginei mas tinha coisas que valiam a pena, coisas que me faziam sorrir com os lábios, os dentes guardo para tempos mais fáceis.
A grande fabrica de tecido onde eu comparecia somente para viver dignamente, se é que eu poderia dizer assim, tinha diversas pessoas vindas de todos os cantos do pais.
A querida São Paulo recebia todos de braços abertos, mas logo largava na primeira viela escura e úmida mostrando que para brilhar deveria mostrar força e coragem.
Trabalhar e trabalhar sem parar.

Saio de casa com o uniforme, um vestido cor de cinza de mangas compridas.
A única coisa que me sobrou de antes da depressão foi uma bolsa de couro preta que havia comprado em Paris, usava com diversos Tailleur.
Se hoje tenho 5 vestidos é muito para a condições que sobrevivo.
Trabalhando sem parar.

Apesar de muito reclamar tento achar graça na vida, vejam bem, adoro ver as mulheres da ala de tintura indo flertar com os rapazes da ala do recorte. No momento que vou comer aproveito para observar essas historias cotidianas e fumo como se nunca tivesse colocado um cigarro da boca.
O cigarro é dado como uma cortesia diária de um amigo, funcionário de um restaurante, um italiano que sempre sorri quando me vê sentada na calçada da fabrica.

Eu poderia casar com ele, poderia se tudo fosse diferente.
Ele era jovem e bonito e eu velha mas tinha classe, com certeza ele iria me trair.
Mas se ele tivesse dinheiro não seria mau negocio.
Cigarros não compram Tailleur.
 
Todos os dias ele vinha todo sorridente com uma bituca de cigarro na mão e gritando "Primadonna!". Era o momento doce do dia um belo moreno gritando no meio da rua.
E eu sendo uma primadonna.
Depois indo trabalhar sem parar.

Eram tempos difíceis, mas não iria abandonar minha bolsa de couro e muito menos o cigarro diário que o italiano me compra, nem mesmo sua companhia.
De tarde volto para a casa somente com a bolsa, o amargor volta com força.
Era sempre assim, todos os dias.
Trabalhando.

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segunda-feira, 5 de outubro de 2020

Desafio de Escrita Criativa "A ponte" - pr Fabi Sanchez

 Olá, pessoal!


O tema desta semana é: inspire-se em uma obra de arte.

Bom, fui beber da fonte do impressionismo Francês, do meu queridíssimo Monet e sua ponte japonesa, pintada em diversos momentos de sua vida, com varias visões e diferentes épocas. Tentei fazer um texto impressionista também, inspirada no simbolismo, mas acho que passei bastante longe da intenção inicial pelo fato de que não consegui poetizar, fiz algo em forma de diário, bastante fragmentado, enfim, ficou uma misturada danada, parece mesmo um monte de pincelada sem sentido. Espero que você, leitor, aí de longe, consiga compreender algo!

Boa leitura!


domingo, 4 de outubro de 2020

A grande ressaca de Setembro de 2020 - Lu Rabello

 

Sobre leituras e ressaca


A postagem desse mês será um pouco diferente das demais em que comento minhas leituras do mês.

Porque, como já leram no título, esse mês foi de ressaca literária.

Quem nunca sofreu disso, não está lendo direito...




Mas falando sério, o leitor que ainda não passou por isso, certamente passará um dia.

Tem épocas em que lemos mais, outras menos e ainda tem outras que não queremos ler nada.

Para o leitor assíduo é um tanto angustiante ficar dias sem vontade de pegar num livro.

Porém “forçar a barra” e querer enfiar páginas e mais páginas goela abaixo, só vai fazer a situação já ruim, piorar.

O melhor é se permitir essa pausa. Para não tornar um hábito tão gostoso que é o da leitura em sessão de tortura.

O que fazer então?

Eu procuro aproveitar essa pausa para assistir filmes e séries, jogar videogame com a filhota, fazer palavras cruzadas, ouvir música...ocupar o tempo destinado a leitura com outros hobbies prazerosos.

E quando sentir a vontade de livros voltar, me dedicar com mais carinho a esses amigos tão queridos.

Já pensando no breve retorno e aproveitando que mês de outubro é o mês do horror, já tenho algumas coisas separadas pra voltar com pique total.


Versão física rara e a atual leitura no Kindle. A rinite agradece


Um deles é “A janela secreta” de Stephen King. Esse livro faz parte de uma coletânea de 4 novelas intulada “Depois da Meia Noite”.

A janela secreta já virou filme com Johnny Depp no papel principal. Já assisti ao filme e gostei bastante. Agora vou ler a estória original.

Essa edição é a única disponível no Brasil. Nenhuma editora o relançou, por isso quem o tem, tem ouro nas mãos. Chegando a custar mais de R$200,00, esse ainda é um livro “barato” perto de outro livro do King que também não tem reedição chamado “Os livros de Bachmann” que não sai por menos de R$1.000, se, eu disse SE, você der a sorte de o encontrar. Raríssimo mesmo.

Voltando ao livro, King conta a estória de um escritor (King tem muuuuitos personagens escritores. Uma imitação de sua própria vida?) recém-divorciado, que está sendo acusado de plágio.

Nesse livro os fantasmas dão lugar a um suspense psicológico.

Um verdadeiro mestre que possui diversas facetas, indo do sobrenatural ao romance policial sempre com genialidade.



Outro livro que sempre pego nesse mês é o Contos Fantásticos do Século XIX que tem uma seleção de contos de horror, suspense e fantasia recheado de bons autores como Edgar A. Poe, Robert Louis Stevenson entre muitos outros.

Falando em contos, aí está uma boa forma de sair de uma ressaca. Contos são rápidos e não vão cansar o leitor que já está meio desanimado.

Já comprei assim, com adesivo da Monster High. Será que foi proposital?

Acredito que uma das causas do meu desânimo foi um livro grandão que peguei mês passado chamado “Setembro”.

Acho que a ideia da autora era fazer o leitor percorrer setembro de cabo a rabo com esse livro…

E olha que é uma autora que adoro e que já mencionei por aqui chamada “Rosamunde Pilcher”.

Gosto muito de suas estórias, da ambientação - sempre pelos lados da Escócia e suas paisagens idílicas - mas esse livro me consumiu o mês inteiro. Veja, um livro de 461 páginas. Não é tão grande assim, ne?! Mas levei o mês inteiro lendo ele. Na verdade, acabei agora dia 01/10 (meu aniversário, por sinal!!!) 


A estória não tem um personagem principal. Rosamunde nos leva a uma aldeia escocesa em que todos se conhecem e a referência ao mês é por causa de uma festa que reunirá os personagens. A estória tem intrigas familiares, segredos do passado e a autora conhecida por sua veia romântica, insere um suspense bem construido na trama. Um bom livro mas não sei porque levei tantos dias para finalizar.

Contem se já passaram por isso e o que fizeram para sair de um marasmo literário.

Nos vemos em breve com a esperança da cura da ressaca

Lu




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sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Desafio de escrita criativa: Suando frio - por Leila Jacob

Caro leitor,

Todos já vivemos momentos engraçados na nossa vida. Em meus poucos anos de vida houve acontecimentos dignos de filmes de comédia.

Peço perdão aos envolvidos mas a história que irei contar hoje é verídica e como diz o meme “Só quem viveu sabe”.


Suando frio

As aulas patrocinadas eram as mais divertidas no curso técnico em gastronomia. As empresas mandavam seus ingredientes, receitas e um chef de cozinha especializado em seus produtos.

Não poderia ser um dia melhor para os amantes de açúcar pois era dia de doce, doces destinados ao público diabético. O chef fez questão de mostrar as receitas e como se preparava cada uma, ele só esqueceu de avisar algumas informações que no futuro desses jovens cozinheiros seriam importantes, continue lendo e verá.

Fizemos bolos, pudins e manjares entre outras receitas que essa autora aqui já não lembra mais. Foi muito doce. Tanto doce que outras turmas vieram provar conosco. E a regra era clara, o que sobrava em aula era consumido por alguns funcionários da escola e o resto que ficasse era lixo, e a gente comia o máximo para não se tornar lixo.

Comemos felizes e, por fim, todos ficaram satisfeitos com os doces e com a aula. Era perfeito, não podia ser ruim, até terminamos de lavar as louças cedo e o professor logo liberou a turma.

Eu, toda feliz, fui com alguns colegas para a estação de metrô. Até que minha colega sugeriu que fizéssemos transferência para o trem. Achando uma boa ideia, fui com ela para tentar chegar mais cedo em casa.

Chegando na plataforma da estação Tatuapé, sinto uma pontada na barriga. Não me liguei naquilo pois estava mais empolgada para ir para casa do que com minha barriga. De repente minha colega faz uma cara estranha e diz:

- Nossa menina, eu tô com uma dor de barriga.

- Sério? Por que eu também!

- Comemos muito, mas deve ser dor de estômago. Que dor estranha...

Eu me calei e continuei com aquelas dores estranhas na barriga. Passava estação e não chegava a que eu queria descer, e cada parada que o trem dava minha barriga doía mais ainda. Quando cheguei na estação do meu bairro, despedi da minha colega às pressas e corri. Naquele momento constatei que aquela dor estranha era vontade de ir ao banheiro. Chegando na porta do banheiro vi um aviso que os sanitários estavam em reforma. Gelei na hora e a barriga dando várias pontadas. Corri para o ponto de ônibus e depois de 15 minutos estava em casa.

Enfim o alívio. 

Fiquei pasma com meu descontrole, pedi a Deus perdão pelo meu pecado de gula e jurei nunca mais comer tanto doce na vida.

No outro dia fui para aula envergonhada com a situação do dia anterior, naquele dia era aula de pão, pelo menos não veria doces.

Todos entramos na cozinha e naquele dia a turma que era barulhenta estava estranhamente quieta. O professor de panificação (que era a ovelha negra da grade), chegou todo animado e começou a escrever as produções do dia.

- Então turma, vamos trabalhar? Ah ontem vi que vocês estavam numa aula de doces diets, foi legal?

E o silêncio reinou. Até que um aluno que era bem cara de pau (Até hoje ele é) se manifestou.

- Foi sim, mas não sei se foi só comigo, mas senti uma dor de barriga estranha, e na primeira oportunidade que tive fui ao banheiro, não foi fácil: suei frio, acho que comi muito doce.

Todos se entreolharam e deram risadas, até que aos poucos todos se manifestaram dizendo que havia acontecido o mesmo, ou seja, todos suaram frio no dia anterior.

O professor, que não era fácil, logo foi tirar vantagem do conhecimento.

- Claro, erro de principiantes. Os doces diets tem menos açúcar, porém o valor de gordura é elevado, quando um não diabético come muito, passa mal. Ai, que tolos!

Todos caíram na risada. Naquele dia em diante não chego perto de nada diet, vai saber o que pode acontecer, aliás eu já sei.

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segunda-feira, 28 de setembro de 2020

Desafio de escrita criativa "Visita ao pediatra" - por Fabi Sanchez

 Olá, povo que lê!

Vamos ao tema do nosso Desafio de Escrita Criativa?

"Escrava algo engraçado"

Sim, meus caros, esta semana tentaremos fazê-los rir. Dizem que a comédia é uma das artes mais difíceis, portanto tenho que assumir que estou um tanto quanto ansiosa para saber se terei êxito na empreitada. Pensando nisso, busquei na memória algo que, particularmente, me faz rir bastante e imediatamente me veio a mente: meus filhos. Mas Fabi, de novo você vai escrever sobre os meninos? Vou, gente, desculpa, podem me julgar, mas este exercício de desafio de escrita semanal só tem vindo pra me provar que, por mais que inventemos mil mundos e personagens, nós só conseguimos escrever sobre aquilo que somos e temos de conhecimento, e meus filhos, como vocês devem imaginar, são uma das minhas maiores fontes inspiradoras, portanto espero que deem tanta risada com eles quanto eu rio diariamente.





domingo, 27 de setembro de 2020

Desafio de escrita criativa: Um ano difícil - por Leila Jacob

Caro leitor, 
Tenho diversas lembranças da minha infância, algumas boas, outras ruins e algumas que aparecem involuntariamente para se incluir na minha biografia mental.
O desafio da semana é escrever algo infantil com base na experiência dessa época, vamos lá então. 
Um ano difícil
Deito devagarinho no travesseiro e fecho os meus olhos lentamente, sono profundo.
Acordo com as mãos de mamãe batendo em meus braços e vejo a luz do abajur iluminado seu rosto.

- Acorda menina, já é hora de ir pra escola.

Levanto com sono e sem vontade de fazer nada a não ser dormir. Mas não falo nada, nunca falo só deixo que ela conduza a minha rotina. Ela me veste, me coloca pra escovar os dentes enquanto faz o café. Meu pai já preparado para o trabalho, espreme a laranja para fazer o delicioso suco de laranja, beterraba e cenoura que tanto amo.
Depois do café fico mais animada e já começo a tagarelar sobre ficar em casa e não querer ir pra escola, sobre ser mais útil em casa, sobre o cheiro do incenso da professora me deixar tonta e sobre todas as dificuldades.
Meu pai fingindo que não escutava as reclamações preenchia a lancheira de biscoito água e sal e suco de laranja.
Rapidamente em sua bicicleta me deixava na escola e ia trabalhar.
Entrando no pátio as professoras já iam organizando as filas de cada turma para entoarmos juntos o hino da independência e o hino nacional.
Depois em fileira seguimos para sala e a professora sem mais demora acende o incenso fedido que doía a cabeça.

Abrindo a embalagem de um chiclete que iria durar até o fim do dia ela começa a aula:

-Como o dia está lindo hoje, já deixei um cheirinho bom aqui pra gente ficar mais feliz.

Sorri e enche a lousa de lição.

Em minha mente as letras se embaralham e as linhas do cadernos se contorcem.
O cheiro do incenso fica mais forte e eu fico repetindo em mente para que o incenso queime rápido.

Letras, números, linhas pautadas, giz, incenso, recreio e o chiclete sendo mascado incansavelmente.
E eu só queria poder ler, se eu soubesse.

Quando o sino da igreja badala doze vezes meu coração acelera e fico feliz em arrumar meus matéria na bolsa.
O sinal soa e corro até o portão para ver minha mãe acenando e me chamando para o conforto do lar.

Acabei escrevendo algo que acontecia diariamente no ano de 2004 quando eu estava na primeira série em uma escola considerada uma das piores em ensino fundamental, poderia escrever algo mais leve com o humor de criança, mas sempre lembro dessa época e vejo que a vida de uma criança pode ser bem cruel em alguns aspectos. Foi um desperdício de ano pois não aprendi nada e ainda morria de dor de cabeça por conta de incensos com as portas fechadas.(Ainda me aprovaram para a segunda série).
Pais prestem atenção no que os professores fazem na sala de aula com seus filhos, sejam os melhores professores para seus filhos!
Ainda bem que no ano seguinte eu mudei de escola e conheci uma professora maravilhosa que me ensinou a ler, somar e diminuir (Espero que esteja bem professora Claudete ❣️).

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