sexta-feira, 29 de março de 2019

Escritoras - mês internacional da mulher



Boa tarde, leitores!

Na nossa postagem coletiva do mês, O Língua e Literatura resolveu homenagear as escritoras, já que em março o mundo remete-se tanto ao público feminino.

Somos todas mulheres aqui no blog, mas vejam bem, não queremos levantar bandeira, pois entendemos que a igualdade dos gêneros está em suas diferenças. Valorizamos o poder masculino e o feminino. E aqui no Língua, o verdadeiro empodeirar-se é deleitar-se com as leituras que mais caibam a você, portanto ficam aqui as dicas de cada uma das colunistas sobre suas escritoras favoritas.





Cecília Meireles


Olá, povo que lê!

Existem muitas autoras as quais gosto muito e, pra quem acompanha meus posts aqui e minhas leituras no meu insta, sabem bem quem são elas, mas hoje, em especial, quis falar de uma autora que eu quase nunca comento e que acho de uma sensibilidade sem igual: Cecília Meireles



Quando eu estava fazendo letras, meus professores (Villaça, Wisnik...) diziam que pouco importava a biografia o autor, que tínhamos que nos deter a obra nua e crua, pois o autor artístico e literário é aquele que cria ou fala de mundos distantes e diferentes dos de sua realidade. Eu nunca entendi direito isso. Pra mim, até hoje, só dá pra se escrever aquilo que se é, ou que se pensa, ou que se inventa, ou que se sabe... ou seja, de certa forma, por mais paralelo que pareça o assunto, ele veio intrínseco do autor. Enfim, remeto-me a isto para falar sobre a obra "Olhinhos de gato" de Cecília Meireles.

Cecília Meireles foi uma criança só, órfã, criada pela avó. E essa infância a sensibilizou de tal maneira que a levou ao magistério e a fez escrever coisas lindas e muito científicas sobre esta área. Quem não conhece, por exemplo, os poemas do lindo livro "Ou isto, ou aquilo"? Confesso que uma de minhas primeiras paixões por poesia foi conhecer "As meninas", poesia deste livro que remete às 3 filhas de Cecília: ficava eu imaginando as 3, uma em cada janela, brincando de rimar...




Suas experiencias infantis resultaram em uma mulher forte, de alma sensível que escreve lindos versos simbolistas em pleno modernismo, ela engaja o primeiro movimento literário infantil junto com Bilac e Monteiro Lobato, também escreve contos, crônicas e romances, e dentre o melhor, em meu ponto de vista, está "Olhinhos de gato" onde a autora mostra como foi seu mundo infantil.


Extremamente tocante, de uma profundidade sem igual. Após ler mais de uma vez me pergunto, como não relacionar biografia e obra? Quero saber a opinião de vocês também sobre o tema e se caso tenham lido algo da autora, digam-me o que sentiram ao lê-la também, vou adorar saber suas reações literárias diante desta escritora sensacional.


A mulher-magia




Nascida em Yate, na Inglaterra, Joanne “Jo” Rowling, mais conhecida como J.K. Rowling e, mais recentemente, Robert Galbraith, é uma escritora, roteirista e produtora cinematográfica, notória por escrever a série de livros Harry Potter.
A ideia de escrever o primeiro manuscrito da série surgiu enquanto Rowling estava num trem, viajando de Manchester para Londres.

Sob o pseudônimo de Robert Galbraith, escreveu O chamado do Cuco, O bicho da seda e Vocação para o mal.






Seus livros ganharam popularidade mundial vendendo mais de 400 milhões de cópias e fazendo de J.K. Rowling a escritora mais bem sucedida no ramo literário . Isso soou como um ponto de realização não premeditado para Rowling, visto que uma crise financeira pessoal a acompanhou por vários anos.
Rowling é a autora britânica com o maior número de vendas, chegando a mais de 238 milhões de libras em livros vendidos. Sua fortuna já foi estimada em 500 milhões de libras em 2016.
Boa parte de seus recursos já foi utilizada para apoiar instituições como a Comic Relief, One parent families, a Multiple sclerosis society of Great Britain e a Lumos, criada pela própria Rowling.
Polêmica por posições políticas e, até mesmo religiosa, Rowling é virtuosa e genial.
Entre tantas coisas, se casou, se divorciou, já foi extremamente pobre, hoje é extremamente rica, já viajou o mundo para trabalhar, criou sua primeira filha praticamente sozinha e parece ter criado uma pele espessa que a tornou resistente aos imbróglios da vida, mas que não tirou sua ternura e encantamento pela magia que é viver.
E você? Já leu alguma obra da J. K. Rowling? O que achou? Divida sua análise conosco.








Zelia Gattai




Olá, leitores
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A mulher que me inspirou a escrever esse texto foi a Brasileira Zelia Gattai.
Muitos a associam diretamente ao seu esposo, o escritor Jorge Amado, mas Zélia, além de escritora, foi fotógrafa e militante ativa do partido comunista.
Esse engajamento tão presente em sua vida deu ideia de título a um de seus livros mais famosos: Anarquistas, Graças a Deus.

Mas não pense que o livro vai a fundo na política, nem na briga por ideais. Zélia vai contar sobre sua vida e sua infância com sua numerosa família.
Vamos conhecer fatos curiosos de sua vida na cidade de São Paulo. Uma São Paulo muito diferente da qual conhecemos nos dias atuais. Livro interessantíssimo para quem vive e conhece bem essa selva de pedra.

Ela dizia não saber escrever um texto. Não se considerava escritora e sim uma contadora de historias. Sua filha, que adorava ouvi-la, incentivou a mãe a escrever suas memórias, somente para registro de família. Jorge Amado é que deu o grande empurrão e a convenceu a escrever um livro. Aí surgiu um texto delicioso, simples e escrito com o coração.

Já em Senhora Dona do Baile, a enfase política se acentua. Ela narra o período de exílio do casal na Europa. Mas ainda temos o tom casual no seu texto. Aquela prosa gostosa que a gente tem com um amigo, assim é a narrativa de Zélia.
A escritora, que não era escritora, cativa os muitos leitores com sua forma simples de narrar histórias.



Cora Coralina

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O que dizer de Cora Coralina?
Anna Lins dos Guimarães Peixoto Bretas nasceu em Goiás em 1889, foi uma poetisa brasileira. Uma das escritoras mais importantes do Brasil.
Desde a pré-escola vejo os professores citando Cora Coralina, uma grande personagem cheia de talento, talento que só foi apresentado ao mundo em 1965 quanto Cora estava com seus 76 anos, mas escrevia desde sua adolescência.

Teve um infância difícil, pois a função da mulher naquela época era cuidar da casa, passar roupas, cozinhar, cuidar do marido. Para sair da forma de sua família que era composta por mulheres extremamente conservadoras, a Cora de 14 anos começa a escrever, e guardava tudo, acreditando que um dia seus textos seriam publicados.

Tinha uma memoria muito boa e questionava tudo que lia; refletia e sempre escrevia poemas sobre todos os assuntos. Cora passou muitos anos de sua vida de casada só se dedicando à família na cidade de Jabuticabal em SP. Quando o marido falece em 1934, ela busca um meio de se manter, trabalhando em diversos lugares e até vendendo livros. Quando volta para Goias, Cora compra a casa da ponte que era de seus pais, hoje museu Cora Coralina.
Era conhecida como a "velhinha que vendia doces na casa da ponte", pois nessa época Cora começou a vender doces para ter uma verba.
Aos 76 anos fecha contrato com a Editora José Olympio. A poetisa mandou exemplares de seus livros para diversos autores famosos da época e acabou chamando a atenção de Carlos Drummond de Andrade que lhe enviou uma carta dizendo mil maravilhas de sua doce obra e indicando para todo o Brasil com uma publicação em um jornal da época. 

A historia de Cora é bem mais complexa e cheia de detalhes, uma mulher simples que viveu tudo do jeito dela sem modismos, sem exageros e livre, sem precisar se expor.
Cresceu em um lar conservador, casou com um marido conservador e mesmo assim foi livre em sua humilde simplicidade. Cora teve muitos sonhos, e no tardar de sua vida viu seus sonhos se tornarem realidade e ainda deixando um grande legado.
Cora Coralina morreu aos 96 anos por complicação de uma pneumonia.

Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.


Cora Coralina




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Beijos.


















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