terça-feira, 19 de março de 2019

Memorias Afetivas - Lu Rabello



Memórias Afetivas


19/03

Uma data qualquer. Mas não pra mim. Hoje seria o 79º aniversário da minha mãe. Ela se foi há mais de 2 décadas mas como o amor não morre, a levo comigo no coração e nos ensinamentos passados com tanto carinho. Dentre eles, o amor pelos livros.





Dª. Tânia foi professora, por isso livros e cultura geral sempre estiveram presentes em minha vida desde muito pequena. E ela gostava de uma diversidade de assuntos que mostra que ela lia o que caía nas mãos. Mais ou menos como eu. Vou do romance água com açúcar ao terror de Stephen King. Eu tinha que ser filha da minha mãe mesmo.

Alguns herdam jóias, já eu, herdei o que considero um verdadeiro tesouro, livros que passaram pelas suas mãos carinhosas de mãe, que foram folheados e rabiscados. Que tem cheiro de saudade.

Entre tantas mudanças de casa, livros emprestados que nunca retornaram, ficaram alguns poucos que são verdadeiras relíquias.
E um dos primeiros livros dela que li, reli e lerei sempre é um clássico da Coleção Vagalume.

A Ilha Perdida - Maria José Dupré

Livrinho remendado da Mamãe


Edição novinha com capa em Braile da Ed. Ática


Esse é meu livro favorito da coleção. Até hoje não sei se é pela estória ou se porque me encantei por ler um livro grande e sozinha quando criança, mas o fato é que não enjoo de ler a estória de dois irmãos que vão passar férias no sítio do padrinho e de lá avistam uma ilha misteriosa. Claro que só observar de longe não era o suficiente para esses dois aventureiros que resolvem passar o dia no local sem nada dizer à família. Daí pra frente você tem que ler (se é que já não leu) para saber o que esses dois encontraram na Ilha Perdida

Se A Ilha Perdida foi lida diversas vezes, nos dois próximos, eu nunca toquei.

Tietê Barbosa - Mario Donato 



Ainda estou para conhecer algum ser humano que tenha lido este livro - fora minha mãe. Nem no Skoob existe cadastro dele!
Uma incógnita. Nem sei do que se trata.
Somente pela capa temos a informação de que é do mesmo autor de Presença de Anita. Lembram de uma serie na Rede Globo? Não, também não assisti.
Ele tem cara de ser um Macunaima mais moderno. Será? Um dia lerei para descobrir se minha suposição está certa. Um segredo literário a ser desvendado... (fora que tem a capa mais feia que já vi na vida. Julguem por si mesmos)

O livro a seguir é um clássico dos romances de banca. Quem nasceu nas décadas de 80/90 ainda pegou essa onda. Você ia à banca de jornal e encontrava esses livros aos montes e a preços baixíssimos e sempre com o mesmo conteúdo: Sabe aquelas estórias melosas, cheias de de desentendimentos, reviravoltas, mas que o final é sempre o mesmo? E eles viveram felizes para sempre...

Flores para o deus do amor - Barbara Cartland

É nesse tipo. Fora as coleções Sabrina, Julia, Bianca....Todas no mesmo molde. Já li muitas mas esse ainda não li.
Barbara Cartland, a autora, parece que era a Julia Quinn da época da minha mãe. Vejam:




O próximo também é um caso misterioso...

Por Aqui Não Passaram Rebanhos - Moacir C. Lopes 

De acordo com o Skoob, somente eu e mais 2 pessoas leram essa obra. Já não é tao desconhecido assim, vai...
Li há muitos anos mas me recordo que não entendi direito a ideia do autor. Parece ter algo de mistico ou fantástico nesse livro. Esse é um quer quero reler em breve pois sei que deixei muita coisa escapulir na leitura, já que o li quando era muito menina.





Esse autor escreveu também A ostra e Vento. 
Veja no Skoob: https://www.skoob.com.br/livro/385248ED435929
Esse é um pouco mais conhecido. Já virou até filme com Lima Duarte e Leandra Leal.

Notem que minha mãe gostava de umas coisas...diferentes. Não lia o que todos liam. Exceto pela Barbara Cartland. Afinal, mulheres, em qualquer época e em qualquer lugar, sempre adoram um final feliz, não é verdade?!
E sei que ela está feliz aonde estiver por saber que cumpriu seu intento de me fazer uma pessoa apaixonada por livros e que por sua vez passou o amor pelas letras para a minha pequenina (que lê muito também!)
Afinal, mães (e pais) vieram a esse mundo para ensinar além do be-a-bá, como ela dizia, 
a reconhecer em um simples amontoado de papéis, pequenas jóias que são para o coração de quem as possui, seu maior tesouro.

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Beijos e ate a próxima,
Lu


4 comentários:

  1. Lu!!!

    Que post emocionante! Agora sei porque vc é como é! Me identifiquei muito com sua mãe, biblioteca e sua postura leitora.

    bjks! Fabi

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  2. Lu que post hein💕
    Sua mãe deveria ser espetacular assim como vc😘

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