domingo, 9 de junho de 2019

Viagens literárias - Por Leila Jacob


Na maioria das vezes não é preciso pegar uma estrada ou cortar as nuvens para viajar. Ao abrir um livro você entra em contato com vários lugares da terra e fora dessa realidade também, mas isso quem é leitor sabe, e esse é um dos prazeres literários. 

Certa vez, estava lendo um livro e, em determinado momento, dois personagens estavam em uma biblioteca. A protagonista, encantada com os livros, disse que amava estar em uma biblioteca, e o homem, disse que odiava, pois parecia um cemitério de livros. Se eu estivesse participando dessa conversa diria que ali era o portal de embarque para todas as viagens.




Quando entrei na adolescência, meus pais permitiram meus passeios pelo bairro sozinha ou com amigas. Nesses passeios conheci a biblioteca local. Na época eu já estava encantada com a leitura fazia um tempinho e com a ajuda dos funcionários eu li diversos livros legais. Foi nessa onda que conheci Meg Cabot, Alisson Noel, Stephanie Meyer e muitas autores contemporâneos.




Me perdia em prateleiras, demorava quase uma tarde inteira pra escolher 3 livros e ler tudo em uma semana. Viajava pelas estantes e quando chegava em casa viajava pelas palavras.
Li clássicos que na época eu não tinha entendido muito bem e hoje relendo vejo que meu conceito mudou muito, nada como o amadurecimento para nos transformar.



Hoje ainda frequento esta biblioteca, e ainda pego livros emprestados do acervo e quando vejo livros que já li na prateleira dou risada e lembro das viagens que fiz quando embarquei neles.
Nada melhor do que experiencias para contar aqui no L & L.




Na minha última visita ganhei uma Abayomi, aquela que traz alegria, boneca que as mães faziam para seus filhos nos navios negreiros para eles brincarem.Teve uma oficina de "monte seu brinquedo" e as crianças ficaram animadíssimas rsrs.

Em breve falarei mais sobre esse espaço que frequento, enquanto isso me contem, onde que você começou suas viagens literárias?

Beijos!




Um comentário:

  1. Minhas viagens literarias comecaram pelos livros de contos infantis. Lembro-me do primeiro que ganhei que trazia uma coletanea de estorias e entre elas a do touro Ferndinando. Era muito bizarro, na minha mente de crianca de 5 anos, um touro (animal enorme e feroz) gostar de viver cheirando flores. Hahahahahaha
    Eu viajava naquele conto cada vez que alguem o lia para mim.

    ResponderExcluir