terça-feira, 9 de julho de 2019

Eu gosto é de rosas | por Cristiane Oliveira

Há exatamente um mês atrás, a Leila fez um post que contava um pouco sobre como as suas viagens literárias haviam iniciado.
Para quem ainda não teve a oportunidade de conferir, aqui está o link: 


Daí, me lembrei das muitas vezes que tive essa sensação de estar viajando através de contos e histórias de um livro.
Foram tantas viagens...
Umas bem felizes, outras nem tanto, mas o efeito que cada uma criou em minha mente foi benéfico: foi a partir dessas sensações que comecei a me formar como leitora, a buscar mais entendimento sobre gêneros literários e a saber que, de repente, a leitura de uma obra pudesse não ser oportuna para aquele meu momento de vida.



Bem, isso quando era eu mesma quem escolhia as minhas leituras sem ter aquela obrigação para cumprir atividades escolares, né? 
Mas corta pra mim e voltemos aos momentos felizes...

A minha primeira viagem literária (e olha que foi bem viagem mesmo) começou com um livro de contos infantis. 
Eu tinha por volta de 5 anos quando ganhei de minha avó um livro fofinho com uma sequência de pequenos contos. 
Tinha a estória do ursino Puff, do Donald e seus sobrinhos e a minha favorita disparada: a do touro Ferdinando!
Essa minha veia botânica deve ter sido o motivo por eu ter tido tamanho encantamento com um touro que amava cheirar flores...





Gente! Na minha cabeça eu pensava: “mas um touro desse tamanho e tão forte gostando de cheirar flores?”
Para aquela idade, eu tinha entendido que um animal tão grande e forte acabava com tudo o que via pela frente. Meu Deus! Olhem a simbologia das coisas, não?

Aliás, custei muito para me aproximar do primeiro animal com porte que passasse da altura da minha cintura.  
Enfim...
O Touro Ferdinando, é um conto da década de 1930, do autor americano Munro Leaf. 

O conto ganhou, em 1938, dos estúdios Disney, uma adaptação para um curta-metragem que rendeu um Oscar.
Anos depois, em 2017, O Touro Ferdinando ganha mais uma adaptação às telas, dessa vez dirigida pelo brasileiro Carlos Saldanha (de "A Era do Gelo"). Muito orgulho! 



E a mensagem do conto é a melhor possível: 
Ferdinando é um animal sensível que ama cheirar flores e que, ao contrário dos bezerros com os quais convive, tem aversão a qualquer tipo de violência e briga.

Depois que seu pai é escolhido para enfrentar um toureiro e nunca mais volta, o pequeno Ferdinando foge e vai viver em uma chácara perto da cidade histórica de Ronda. Lá, é adotado por um floricultor, Juán, e pela filha dele, Nina, e vive uma vida feliz e tranquila.

Com o passar dos anos, Ferdinando se torna um touro de grande porte que assusta qualquer um que não conheça sua personalidade. 
Depois de ser confundido com um animal perigoso, ele é capturado e volta a viver no rancho em que nasceu e passou a infância. 
Determinado a voltar para a família que o adotou, ele se une a uma turma formada por touros, porcos-espinho e uma cabra para encarar os dois futuros que lhe esperam: a arena de luta e o abate.

Ao mostrar as aventuras do touro pacifista que questiona o destino que lhe impõem, tanto o conto quanto o filme levantam questões como aceitar as diferenças e não julgar pela aparência.

E o que eu pensava de animais de grande porte era, justamente, aquilo que eu havia recebido como instrução das pessoas ao meu redor: cuidado, é perigoso.

Por isso que esse conto contribuiu positivamente para que a minha viagem literária começasse a abrir a minha mente para o inimaginável. 
É o meu conto infantil de estimação. E me dá até uma vontadezinha de chorar só de lembrar. 

Uma viagem literária completa é assim: te faz imaginar, refletir e se emocionar. 
Até a próxima, seus fofos e fofas!
Com muitos cheirinhos de flores. 

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