terça-feira, 20 de agosto de 2019

Escrita colaborativa: Águas de nós dois (Fabi e Dan) - por Fabi Sanchez

Olá povo que lê!

Hoje vim trazer uma coisa inusitada para minha experiência de escrita: um texto colaborativo.
O texto colaborativo nada mais é do que um texto escrito a duas ou mais mãos. Na verdade, eu e as meninas aqui do blog, sempre fazemos textos coletivos, onde cada uma tem um espaço no texto, com seu próprio título, como se cada uma escrevesse uma coluna sobre o mesmo tema, mas este texto que mostrarei a vocês é um texto literário único, escrito a duas mãos: as minhas e a do Dan.
Conheci o Dan no instagran @poeticonceito (lembram-se que citei esse insta e o projeto que ele abraça no post A serpente e o amor ? Pois então, depois disso temos trabalhado vários textos juntos, e este que vou expor a seguir, foi nosso primeiro colaborativo. O tema era sentimentos e resolvemos falar sobre sentimentos com um eu-lírico "água" que metamorfosea-se durante o texto, iniciando o ciclo em chuva, transformando-se em rio e jorrando no mar. Espero que gostem. 

Água de nós dois

Sinto a água fluindo em minhas veias
Subindo pelos meus confusos pensamentos
Ebulindo pelo meu coração em angústia
Vertendo em chuva os meus sentimentos
*
Impulso de líquido límpido em rubro
Sentimento é pensamento
Confuso
De vitalidade, intenso fomento
Difuso
De intento
De ser.
E tudo que é água
Fora de meus fluídos
Me é
E faz-me
De forma abusiva e preenchedora.
Completo-me em sofrimento de abundância.
Cada gota de sentimento que me toca,
Sou eu fora de mim
*
A chuva me fez assim
Fluída como a Mãe dos rios
Seguindo o curso do meu destino
Curvas e corredeiras
Quedas, minhas cachoeiras
O que eu sinto transcreve no corpo
Algo mais que sensação
*
E de tanto me choverem
Me fiz caudalosa
Sem leito e limites
Correndo para lá
No sem fim que me espera
Maior do que eu
Arrastando o que for
*
Levando por onde se passa
Tanto alegria quanto dor
Enchente de gente sem fim
Rumando em busca do oceano
Seria o fim do que corre em mim?
Sensações de eternamente
Seguindo em minha torrente
Tormentas que seguem
A plenitude que vem logo à frente
No fim, desaguada no mar
*
Pequenas gotas de sentimentos
Em todo esse percurso lento
Violento
De Oxum à Yemanjá
De água vital
Transformou-se já
Em orgasmo
Que invade o mar,
Oceano sem fim
De ondas de mim
Que reverberam além,
Aquém
Amém.

Quer ler mais sobre o que o Dan anda escrevendo, siga-o no insta
@incognito.poeta

Siga também nossos instas
@linguaeliteratura2018
@fabipsanchez78
@tworeadergirls
@leilabookcook
@crisolive78

4 comentários: