quarta-feira, 4 de setembro de 2019

National Read A Book Day/ por Cristiane Oliveira


Livros, livros e muitos livros!
Dia 06 de Setembro é o National read a book day (NRABD) nos EUA.








Durante todo o mês de agosto, muitos estabelecimentos fazem campanhas e promovem encontros de leitores para que estes possam se disponibilizar para participar de ações por suas cidades.
Estava eu fazendo uma visita à Ikea, loja sueca de móveis e decoração, e vi um bocado de banners e caixas de coleta de doações espalhadas pela loja.





Lembro-me que em um dado ano a MTV Brasil fez uma campanha que procurou incentivar a leitura. 
Durante um dia inteiro a emissora exibia na tela: “Desligue a televisão e vá ler um livro.”
Eis o link para quem queira se lembrar e para os que não tiveram a oportunidade de ver:


https://youtu.be/O3nau-Bs6ik






E é muito interessante ter esse NRABD porque ele vem, justamente, no início do ano letivo das escolas americanas.
Eu procurei me informar e algumas escolas até fazem um tipo de “amigo secreto” de livros para o retorno às aulas. 
Os livros devem ser usados e, de preferência, que quem está dando já o tenha lido, pois, assim, eles podem conversar entre eles, trocar informações e estreitar os laços.
Essa prática é mais comum entre os alunos do Elementary e Junior High (ou Middle School).
E há uma parte super divertida nesse amigo secreto, pelo menos, muitos alunos gostam bastante: como os professores também se engajam na brincadeira, o aluno que conseguir “tirar” o professor no amigo secreto, além de ficar como seu assistente por um mês inteiro, pode escolher três leituras que serão feitas no decorrer do ano letivo, explicar o porquê daquelas escolhas e como elas ajudariam a ele e os demais colegas em seu progresso escolar.

Eu pude participar de uma aula de volta ao ano letivo na Bradenton Christian School, como convidada, e pude ver como eles fazem. 





O primeiro dia de aula é aquela festa: todo mundo se abraça, fala o que fez nas férias e aí, começam a revelar seus amigos. 
E ainda houve os que falaram das personalidades dos colegas, do comportamento (ou a falta deste) e explicaram o motivo daquele livro ter sido o escolhido.

Houve um momento de muita reflexão na entrega de um dos livros quanto aos motivos da escolha dele.

Gary, de 11 anos, foi o amigo secreto de Kathy, mesma idade, e o que ela falou foi revelador: 

O motivo de eu ter escolhido este livro para essa pessoa é porque eu também não prestava atenção nela antes, mas neste verão eu pude perceber como ela é legal. Minha mãe deixou que ela passasse o verão conosco por uma semana inteira e eu vi o quão generoso e prestativo ele é. Esse amigo é o Gary.”

Aí, lá veio o Gary para frente da sala para pegar o livro.
Eis que quando ele abre o embrulho, está lá:






O menino invisível! Sim! Esse era o nome do livro.

E se você acha que foi só entregar, abraçar e ir embora, se enganou.

A Kathy pediu para os demais colegas lerem o livro quando pudessem para entender mais sobre a história daquele menino solitário e pediu também para pegarem mais leve com o colega e darem uma chance para ele conseguir se enturmar.

Olha! Só sei que foi a coisa mais madura que eu presenciei vinda de uma pré-adolescente de 11 anos. 

E ela ainda completou: “eu acho que agora eu sei e entendo os motivos pelos quais o Gary sempre preferiu ficar quieto e não sorrir tanto e nem fazer tantas brincadeiras, mas se vocês soubessem o que eu agora sei sobre ele, iriam procurar ser mais amigáveis com ele.
E minha mãe me deu esse livro porque eu me sentia assim há dois anos atrás. Então eu entendo o Gary.”

Não registrei o momento por se tratar de menores de idade, mas foi uma cena e tanta. 

E o melhor, um livro foi o elo para que isso ocorresse. 
Livros são emoção! Em 2D, 3D, 4D em todas as dimensões.
Só sei dizer que foi uma baita experiência eu poder ter tido a oportunidade de ver como o NRABD pode ajudar a humanizar situações adversas.

Livros unem pessoas, definitivamente! 




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4 comentários:

  1. Que demais Cris!
    Amei a iniciativa❤📚✏

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  2. Vamos adotar um dia desses por aqui?

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    1. Talvez já haja algo parecido. Eu desconheço. Mas se não houver,
      a ideia é ótima e coisas boas tem que ser copiadas mesmo.

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  3. Muito interessante, né, Leila? Acho que tudo que possa incentivar o hábito de leitura é sempre bem vindo.

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