terça-feira, 1 de outubro de 2019

A fase realista de Machado de Assis: Dom Casmurro/ por Cristiane Oliveira

Você já parou para fazer uma enquete com seus amigos para descobrir algo que seja unanimidade entre vocês? Sei lá! Qualquer coisa: o tipo de passatempo, o melhor feriado, a sobremesa, o quitute favorito? 


Pois nós, colunistas do Língua e Literatura, em um de nossos encontros virtuais semanais, tivemos um insight e começamos a pensar em um escritor que tivesse agradado a todas. 

Esse escritor seria o nosso bacon! Sim! Pois descobrimos também que todas nós gostamos de bacon. Kkkkk

Após chegarmos a um consenso, nos demos conta de que a data de falecimento de nosso escritor predileto estava prestes a se aproximar. 

E foi a partir daí que surgiu nossa ideia de prestar uma singela homenagem à várias mãos a Machado de Assis.



Eu o admiro não só pelas obras de seu segundo estilo literário (o realismo), mas por sua história de vida.

Porém, focarei aqui em uma das minhas obras prediletas desse querido escritor: Dom Casmurro.

Publicado pela primeira vez em 1899, Dom Casmurro confirma o olhar certeiro e crítico que o autor passou a ter sobre toda a sociedade brasileira. 



A obra é narrada em primeira pessoa pelo personagem de Bento Santiago.
A alcunha de Dom Casmurro lhe foi atribuída por um jovem poeta que viajava com ele no mesmo trem.

O narrador inicia então o projeto de rememorar sua existência, o que ele chama de “atar as duas pontas da vida”. O leitor é apresentado à infância de Bentinho, quando ele vivia com a família num casarão da rua de Matacavalos.

A temática do ciúme, abordada com brilhantismo nesse livro, provoca polêmicas em torno do caráter de uma das principais personagens femininas da literatura brasileira: Capitu.



A imagem da mulher honrada, respeitosa e que zela pelo cuidado e dignidade de seu esposo é fortemente colocada em dúvida frente às constantes paranóias e surtos de ciúmes de Bento Santiago, o Bentinho.

O primeiro fato relevante narrado é também seu primeiro motivo de preocupação. Bentinho escuta uma conversa entre José Dias e dona Glória: ela pretende mandá-lo ao seminário no cumprimento de uma promessa feita pouco antes de seu nascimento. 

A mãe, que já havia perdido um filho, prometera que, se o segundo filho nascesse “varão”, ela faria dele padre. 

Na conversa, dona Glória soubera da amizade estreita entre Bentinho e a filha de Pádua, Capitolina, a Capitu.

Capitu arquiteta um plano para Bentinho escapar do seminário, mas todos os seus planos fracassam. O garoto segue para o seminário, mas, antes de partir, dá um beijo em Capitu e promete se casar com ela.

No seminário, Bentinho conhece Ezequiel de Souza Escobar, que se torna seu melhor amigo. Em uma visita a sua família, Bentinho leva Escobar e Capitu o conhece.

Enquanto Bentinho estuda para se tornar padre, Capitu estreita relações com dona Glória, que passa a ver com bons olhos a relação do filho com a garota. 

Dona Glória começa a considerar que uma vida no seio familiar seria uma boa opção para o filho. 

Pensou em achar uma solução para libertar o filho do celibato e, quem sabe, se casar com Capitu. 

Escobar é quem encontra a solução: a mãe, em desespero, prometera a Deus um sacerdote que não precisava, necessariamente, ser Bentinho. Por isso, no lugar dele, um escravo é enviado ao seminário e ordena-se padre.

Está achando emocionante? 
Eu também achei e confesso que li essa obra em tempo recorde porque fiquei amarrada e curiosa sobre toda a narrativa.



E posso te assegurar que você terá boas horas de uma leitura que entretém e ilustra a realidade de vida de pessoas que viviam naquela época e que vivem nos dias atuais. 

Caso você queira ter um gostinho pré-leitura, acompanhe o vídeo ilustrado:


Apreciem esse nosso grande escritor brasileiro!

Ótima leitura a todos.

Cris



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2 comentários:

  1. Capitu é sonho de consumo pra todas nós, o engraçado é que não foi escrita por nenhuma feminista, mas sim por um narrador machista, ciumento e por um gênio da literatura: Machado de Assis!

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  2. Que bacon hein!
    Post maravilhoso, me deu vontade de ler Dom Casmurro.

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