terça-feira, 15 de outubro de 2019

A fase romântica de Machado - Helena - por Lu Rabello


Venho falar sobre um livro não tão famoso e não tão querido de Machado de Assis: HELENA

Helena faz parte da fase romântica de Machado. Fase tal, que faz muitos torcerem o nariz.

Acostumados ao estilo realista do autor, muitos críticos dizem que as obras desta fase são imaturas. Textos sem tantos traços psicológicos em seus personagens e recheados de dramalhão.
Eu já sou do time que adora essa fase romântica de Machado de Assis.




Costumo dizer que se houvesse começado a leitura de seus livros pelo mais que solicitado nos vestibulares, Memórias Póstumas de Brás Cubas, provavelmente, não daria uma segunda chance ao autor. Veja bem, não que seja ruim, muito pelo contrário, é uma estória inteligentíssima saída da mente desse gênio, mas que não me fisgou. Mas conquistou Woody Allen. O famoso cineasta norte-americano, recebeu um exemplar em inglês de um brasileiro, e se encantou pelo nosso Machadinho

Dois gênios em suas respectivas artes: cinema e literatura


Veja o relato dele:

Eu li porque não é um livro grande. Se fosse maior, eu teria descartado. Mas fiquei chocado com como ele era charmoso e divertido. Não acreditava que ele tivesse vivido numa época tão distante. Você pensaria que foi escrito ontem. É tão moderno e prazeroso. É uma obra muito, muito original. O livro me despertou alguma coisa, da mesma forma que aconteceu com 'O apanhador no campo de centeio'. 

Edição americana do nosso Memórias Póstumas

Feliz por ver nosso país tão valorizado no exterior com o que realmente é bom!

Mas voltando ao romantismo, Machado de Assis fez parte da última geração do romantismo e se inspirou em José de Alencar (autor de Senhora, Iracema e O Tronco do Ipê) e Gonçalves Dias, para criar suas primeiras histórias. Ele criou obras tendo o amor como tema principal.
Sua primeira obra dessa fase foi Ressurreição, um romance que se seguiu de A Mão e
Luva (outro romance excelente. Leiam!!), Helena e outros.
Helena foi seu terceiro livro e foi escrito em 1876.
A estória é um drama de amor. Como dito anteriormente, aqui não se tem um profundo estudo psicológico dos personagens, o que conta aqui é o amor sofrido de Helena e Estácio.


Edição linda que ganhei da Fabiana tem não só Helena como outra estória ótima: Iaiá Garcia


Conselheiro Vale morre deixando em testamento ao seu filho Estácio e à sua irmã Úrsula, além da fortuna, uma irmã desconhecida, Helena e o pedido para que eles a acolhessem após sua morte.
Consternados e preocupados, fazem a vontade do Conselheiro a contra-gosto. Porém com o passar dos dias, Helena se mostra uma moça, que além de linda e bem educada, é culta e inteligente.
O inesperado ocorre. Estácio e Helena se apaixonam! Dois meio irmãos surpreendidos por esse sentimento que jamais deveria existir! E agora?

Não conto mais nada. Acho que só esse assunto, amor proibido e incesto, já instiga a querer saber mais. Ah, tenho mais uma coisinha pra contar: nada é o que parece nesse livro…prepare-se para reviravoltas.
Não tem como não se apaixonar por Machado ao ler esse livro. É amor pro resto da vida. E não é proibido :)


Bjs
Lu


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