terça-feira, 19 de novembro de 2019

Ansiedade e literatura

Olá, povo que lê!!!

Nossa, parece que faz um ano que não escrevo aqui no blog, na verdade parece que faz um ano que não escrevo qualquer coisa... Minha vida está tão de cabeça pra baixo que não consigo me dedicar à literatura, isso acontece com vocês?



Queridos leitores, este não será um post pra indicar livros que falem sobre ansiedade, ou como resolver os fardos da vida, ou algo do gênero.... Este será um texto meio que relatativo, e se você se identificar, por favor, converse comigo aí abaixo nos comentários, porque olha, vou te falar, como minha mãe diz, "Tem dias que são de noite".

Claro que é normal e quase que rotineiro passarmos por problemas, mas há épocas que parecem que o fardo vai nos esmagar, não é mesmo? E então nos sentimos sufocados. Quando amigos ou alunos passam por períodos assim, geralmente o que eu falo: Vá ler um livro para se desconectar da realidade... Quanta hipocrisia!!! Há mais de mês que estou lendo o mesmo livro, não consigo me concentrar, não consigo parar para ler e quando sento para isso, durmo ou me perco na narrativa, leio as palavras mas não leio a estória. Outro conselho que geralmente dou é: Escreva suas angústias em um diário... Quanta hipocrisia!!! Estou escrevendo este texto a pulso, as palavras parecem que saem exprimidas, e não consigo ser imaginativa e escrever sobre algo além das minhas angústias...

E eu que pensava ser romântica, que ilusão! Os românticos eram os que esperavam vir aquela inspiração de amor ou de depressão, ou de desespero de morte e escreviam compulsivamente... Inspiração que nada! Pra escrever/ler, eu preciso de paz, de silencio mental... E onde eu compro isso mesmo? A mente é um barulho constante, o coração descompassado, a mão parece que fica com parkinson, sem controle, sem nexo, não escuta ordens de comando, mesmo porque nem a mente e nem o coração tem controle suficiente para comandar algo.

Você acha que este texto será argumentativo, com uma solução no final? Não, meus caros, isso é coisa pra vestibulando que, ilusoriamente, pensa que depois do vestibular as dificuldades terminam, mal sabem eles que o vestibular foi só um teste para a vida vindoura e a argumentação pouco importa na realidade, ninguém na verdade quer saber muito sobre o que você pensa, e se se preocupam, pouco importa, pois na grande maioria das vezes, não somos compreendidos. 

O que vale mesmo é saber selecionar os textos informativos que recebemos da vida e distinguí-los entre reles informação, fofoca ou conhecimento e, a partir daí, tentar construir da melhor forma possível sua narrativa pessoal. A minha está assim, com uma protagonista bem mal estruturada, com um monte de narrativas paralelas em aberto, que nem sei porque se iniciaram, sem previsão alguma de clímax, e ao mesmo tempo em um clímax constantemente cansativo. O fim é óbvio, todos sabem, mas até chegarmos nele, arreia a égua!!! Caminho de pedras e essa é uma observação copiada do meu estimado e depressivo itabirano, tão cheio de mazelas quanto eu, quanto você, meu querido e amado Drummond, mas vou deixar Drummond para ser comentado outro dia, porque meu capítulo de hoje é quebrar minhas próprias pedras mentais.

Bjks e Boas Leituras!

F@bi

















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2 comentários:

  1. Bom dia!
    Me identifiquei profundamente com suas palavras e sentimentos a dias que não consigo me desconectar ou conectar com mundo e o tempo parece me engolir:-(
    Ansiosa por Dias Melhores

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  2. Ótimo texto Fabi, realmente tem dias que são noites.
    Ainda bem que temos nossos escapes.
    😘

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