sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Desafio de escrita criativa: Amor pela vida - Por Leila Jacob

Caro leitor.
Eu sou apaixonada por música, e o desafio da semana não deixou de ser difícil.
Quem nunca ouviu uma musica e enxergou uma historia parada diante de seus olhos? Quase todo mundo.
A minha adolescente foi onde tive grandes descobertas musicais e uma delas foi a artista solitária e intensa Lana Del Rey. Com o repertorio triste e melancólico que eu ia para escola todas as manhãs durante um bom tempo.
E hoje vou trazer um texto inspirado no clipe da música Lust for life e também em diversos aspectos da Lana.




Amor pela vida


Essa noite estava me sentindo mais viva do que nunca, eu estava me sentido apaixonada pelo mundo, estava me sentindo em um filme desses que fazem refletir sobre a vida. Aqueles que mostram que apesar de tudo, temos que viver a vida com vontade. Ele me mandou uma mensagem e eu mal podia acreditar que ele estava ali.

Por isso eu seguia a estrada incansavelmente, sabia que o melhor estava por me esperar, ele tinha voltado, ele é tão bom e amigável, mais com toda certeza não mais que eu, eram o que diziam. Quando finalmente o vi novamente me senti amando à vida, era muito bom ter aquela sensação novamente.

Eu tirei o casaco e meus sapatos e vi que ele fazia o mesmo, e depois eu corri na direção dele e o abracei e assim começamos a dançar como antigamente, pés descalços e movimentos intensos. Me arrependo do que disse sobre ele, ele está mais interessante do que nunca e uau.

Estamos correndo e dançando como se tivéssemos no alto de uma montanha, a juventude ainda não nos foi roubada e hoje quero aproveitar, os bons morrem jovens? Bem isso não é justo, pois estamos nos divertindo tanto, desejando, amando, se apaixonando de novo por essa vida.


Bem filme de jovens nem com a vida hein.
Deixem comentários e vamos papear.

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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Desafio de escrita criativa- Vai - por Fabi Sanchez

Olá, povo que lê!

O desafio desta semana é: "escreva algo inspirado na música que você mais gosta"
Como muitos de vocês sabem, sou uma pessoa bastante musical, gosto de muitas músicas, mas resolvi escolher uma que me toca demais e tem um enredo muito triste e bonito. É de uma dupla de cantores de Tomé e Príncipe chamada Calema. Fica aqui o link do clipe da música de inspiração do meu texto que chama-se "Vai"







sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Desafio de escrita criativa: Teste - por Leila Jacob

Caro leitor.
O desafio de escrita da semana é bem legal "Apenas diálogos". E alguns anos atrás li no livro Era outra vez - Livia Garcia-Roza um conto bem legal em diálogos, e esse texto de hoje foi inspirado nesse conto.
Espero que curtam a leitura.

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-Mãeeeeeeeee!
-Ai meu Deus, o que houve Pedrinho?!
-Nada era só pra ver se você ia vir aqui me ver, brigado mãe.
-Uai Pedro Henrique, que historia é essa de gritar no meio da madrugada pra ver se eu apareço!!?
-Mamãe, não brigue comigo, o Serginho que falou que era uma ótima ideia para a nossa pesquisa. 
-Haha, onde já se viu, menino de 5 anos fazendo pesquisa, foi a professora que pediu isso?
-Não manhê! E só eu e o Serginho, poxa vocês grandões não entendem!
-Eu entendo que agora é hora de seus olhinhos estarem fechados e você entrar no mundo dos sonhos e a mamãe também né.
-Ah pode ser, já terminei meu teste mesmo, boa noite!
-Como assim? Teste?
-O teste do amor, se uma criança gritar com toda a força a mãe de noitão e ela vir correndo toda bagunçada, é porque ela ama MUITO!
-Ahhhh menino, vai dormir!
-Boa noite manhê!

E por hoje é isso pessoal!

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Até quinta que vem!


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segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Desafio de escrita criativa - Do ato de comer: Bolo engorda marido - por Fabi Sanchez



Olá que povo que lê!


Esta semana o desafio é "Escreva um texto todo em diálogo".

Neste desafio resolvi trazer pra vocês um texto que preparei para o meu livro (pois é, estou arrastando um projeto de um livro de contos há mais de anos, onde os contos são todos pautados em receitas recolhidas das velhas famílias açucareiras dos engenhos de Pernambuco por nosso saudoso Gilberto Freyre) e vim dividir com vocês, já que ele é todo feito num diálogo e assim sendo, vocês já me contam o que acharam não apenas do texto mas também da ideia da coletânea de contos.
Espero que gostem.


quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Desafio de escrita criativa- A Sandália dourada- por Leila Jacob

Caro leitor.
O desafio de escrita da semana é escrever um gênero literário que nunca tenha escrito. Confesso que foi difícil, a gente que se mete nesse mundo de escrita sempre escreve um pouco de alguma coisa.
A minha amiga Fabi escreveu uma bula de amor, vocês acreditam? Quem não viu segue o link Amorxicilina.
Hoje eu vou trazer um causo que escuto sempre quando minha mãe vê uma sandália dourada.
Vamos lá!

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A sandália dourada



Na roça, quando se ficava doente, ia-se para a cidade ou para o vilarejo atrás da serra.

Naquela semana a febre tinha pegado dona Odília com força.
Era dor de garganta, cabeça, calafrios e muitas dores pelo corpo. Ela tinha tomado chá, ervas medicinais e ficado em repouso por uns dias, melhorou pouca coisa, o marido, seu João Grande, estava preocupado e aconselhou a mulher a ir tomar uma injeção no vilarejo.

 -Mulé...mió ocê ir no Tôin, por a serra mermo, leva os mininos.

Dona Odília não gostava de passar pelo pé da serra pois era mata densa, os encantos da mata eram presentes naquela região e ela tinha medo. Seu João Grande que era desbravador da mata não ligava mais pra isso.

 -Mulé vai por a serra mermo, bobagi di medo besta!

No outro dia de manhã cedo a senhora começou a se preparar para sair com os netos iam pela serra mesmo. Vestindo roupa de lã e uma sandália dourada que seu marido tinha comprado na última ida à cidade. Adentrou a mata densa com os netinhos correndo e brincando, "coisa de minino solto" pensou ela.

Até que parou para descansar numa rocha beirando a serra, estava com o pensamento longe assim que sentiu a sandália dourada saindo do pé.
Algo invisível aos olhos carregou a sandália para o meio da mata, os pelos de todos ali se arrepiaram.

Não satisfeita com o roubo repetindo da sandália dona Odília correu e pegou a sandália, nesse momento começou um cabo de guerra pelo objeto dourado.
Usou toda a força que tinha e gritou:

- Laaaarga minha apercata coisa da mata!!!

E o encanto soltou dando risadinhas fininhas.
A mulher sem perca de tempo deu no pé com os netos prometendo nunca mais voltar por ali. Ao chegar no vilarejo recebeu a notícia que teria que voltar mais dois dias para concluir o tratamento. O medo era tanto que voltaram pela estrada e chegando em casa contou a aventura para João Grande.

-Mulé...era a caipora, ela gosta de coisa bunita mermo, amanhã ocê leva coisa bunita e engana ela.

Inconformada dona Odília quebrou a promessa de não voltar pelo mesmo caminho no outro dia e, tomando coragem, foi pela mata. Os netinhos atrás, chorando de medo, mas ela tinha tomado coragem.

-Hoje hei de ver a caipora tumá minha apercata.

Foi sem levar nada de bonito para a caipora.
Chegando no mesmo local a história se repete. Algo invisível tentando lhe tirar as sandálias dos pés, ouvia a risadinhas fininhas. Com mais medo e mais pelos se arrepiando dona Odília pegou as sandálias dos pés e gritou para os netinhos.

-Correeeee mininos!!! A bicha é forteeeee!

Voltou pela estrada longa e definitivamente nunca mais quis encarar a mata. É, essa história de mata encantada é pra gente corajosa mesmo.



E por hoje é isso pessoal!

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Até quinta que vem!




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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Desafio de escrita criativa - AMORXICILINA - por Fabi Sanchez

Olá, povo que lê!!!

Esta é nossa terceira semana de desafio de escrita criativa. E como seguimos? Firmes e fortes!!!!
Você tem nos acompanhado, o que tem achado dos meus textos e os da Leila?
Bom, o desafio da vez é: Escreva um gênero literário o qual você nunca tenha escrito antes.
Pensa numa dificuldade! Sim, porque me resta escrever textos longos, como romances, novelas, peças de teatro, pois os textos pequenos, já os escrevi, quase todos, mas daí, inusitadamente me veio um a mente: nunca escrevi uma bula de remédio! Você já? Vamos ver no que deu essa experiencia. 


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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Desafio de escrita criativa: A reunião - por Leila Jacob

Caros leitores.
O desafio de escrita da semana é escrever sobre um fato historico, o que eu abordei no texto foi algo bem triste para todos que lembram do ocorrido.
Bem, a Fabi postou um texto bem legal na segunda, caso não tenham visto,           segue o link, Mulheres modernas.
Espero que aproveitem a leitura.

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A Reunião

Não tinha sido a melhor reunião de Tessa, e o pior era que estava tão confiante que tudo daria certo e que meses de dedicação a esse projeto seriam recompensados assim que os empresários olhassem.
Mas não foi assim, os homens daquela sala só tinham olhares vagos e sem emoção para o que ela dizia.
Talvez se Tessa abrisse os botões da camisa ou fosse com uma mini saia poderia dar certo, ou se Jules estivesse dando apoio na apresentação nada daria errado pois teria a aprovação dele.
Ela só conseguia pensar como era injusta aquela situação que se repetia e o porquê dela não conseguir o que almejava. Quando chegou no térreo deu uma suspirada bem profunda, precisava respirar, por mais que o ar de Nova Iorque não fosse um dos melhores, naquele momento servia.
A moça saiu do prédio batendo os pés com toda força e adentrou a rua que estava cheia de pessoas, olhou no relógio e viu que ainda era cedo.
Ainda tinha isso, como alguém poderia apresentar um projeto em 25 minutos e a dispensa ser assim tão rápida.
Olhou para as torres e apertou as pálpebras com o indicador e o polegar, a altura lhe dava tontura, sentiu um aperto enorme no peito e quis sair imediatamente daquele lugar, andou sem rumo por alguns minutos até que viu uma mensagem de Jules.

Jules: Depois que sair me encontre no nosso lugar.

Tessa revirou os olhos sem acreditar naquele cretino, falta na apresentação e ainda acha que pode comprá-la.
Cansada, ela se sentou num banco da praça e repensou tudo que havia feito nos últimos meses, havia muito a ser resolvido, pois aquele parecia o pior dia da sua vida.

Ainda não era 9hrs e o dia já se mostrava péssimo, até que Tessa ouviu um estrondo que a assustou. Viu que algumas pessoas correram para o meio da rua e olhavam para o alto. A curiosidade aflorou e ela fez o mesmo. Seu coração disparou e um nó se formou em sua garganta.
Escutara as pessoas gritando e dizendo "Uma bomba no Word Trade Center!", outras diziam "Foi um avião!!!", "É um atentado!".
E então Tessa correu até chegar próximo a Torre norte. Havia uma movimentação e todos os olhares se voltavam para o céu, confusos e tristes. A aglomeração foi tamanha, pessoas saindo do prédio até que ela olhou para cima e viu um avião adentrando a torre sul.
Seu coração quase saiu pela boca e nesse momento gritos de desespero foram entoados, se sentindo enauseada ela se sentou no meio fio com a mão no rosto pensando em milhares de possibilidades.
Sentiu uma mão puxando-a para cima, quando olhou, viu Jules com um olhar assustado.

- Tessa! Que bom que está aqui! - Puxou-a para um abraço apertado.
- O que está acontecendo Jules? - Indagou em prantos.
- Não sei...Eles estão lá? - Perguntou preocupado.
Nessa hora Tessa entendeu o tamanho do estrago.


Deixem comentários e vamos bater um papo legal.
Até quinta que vem!

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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Desafio de escrita criativa: Mulheres modernas - por Fabi SAnchez

Olá, queridos leitores!

Esta semana o desafio de escrita é "escrever sobre algo histórico".
O mais interessante nesta proposta é o engajamento de pesquisa. Na verdade, toda escrita merece pesquisa prévia, e hoje  (na verdade, acho que sempre tivemos) uma onda de escrevinhadores que se declamam escritores, publicando em blogs e plataformas de escrita meros desabafos, sem técnica e sem arte alguma. Podem me chamar conservadora, mas como a Língua é minha profissão, a defendo, e em homenagem a isso, vou escrever com o tema da Semana de 22, sim aquela semana de arte moderna, você já ouviu falar? Se não ouviu, vou dar uma pincelada no pequeno conto que escreverei abaixo

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sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Leituras de Janeiro de 2020 - Lu Rabello


Oi, pessoal.
Como estão?
Um pouco sumida tanto daqui, quanto do Insta, mas nunca longe dos livros.

Parece que as ideias para postagem acabaram e acabei me ausentado. Para que o sumiço não se faça mais tão presente, conversarei com vocês sobre minhas leituras mensais, toda última sexta feira do mês.





Como disse, não tenho estado “no clima” para a escrita, mas continuo no clima para leitura! Por isso, estou aproveitando todo tempo livre para ler mais. E olha que esse mês li bastante!

Conheci nesse início de ano um APP chamado “Cabeceira”.
Talvez muitos já o utilizem mas pra mim foi novidade.
Ele funciona como o nosso já querido Skoob mas com alguns diferenciais.
Além de se poder colocar o livro como LIDO ou QUERO LER, pode-se acrescentar o livro que a gente está lendo no momento e com um cronômetro, ele calcula o tempo que levará para se ler de acordo com sua velocidade. Achei o máximo.



Eles também tem um desafio de ler 1 livro por mês. Para os amantes de livros é fácil, vai?!

Como gosto de me testar, também estou participando de outro, que é de nível um pouco mais avançado, digamos assim, que é o desafio 1 livro por semana. Quem me falou dele foi nossa amiga Fabi, aqui do blog. Um amigo da banda de percussão que o filho dela faz parte, colocou esse desafio para ele mesmo se testar. Legal, ne?! Eu já copiei rsrsrs

Por enquanto estou conseguindo manter, veremos ao longo do ano. Se eu não cumprir, me cobrem

Com tudo isso em mente, já li esse mês:

Apenas Um OlharHarlan Coben. O autor é ótimo com seus romances policiais. Os Franceses o apelidaram de O mestre das noites em claro. Pois quando se começa, não dá pra parar.




Nesse livro, uma mãe leva algumas fotos da família para revelar e ao pega-las vê uma foto estranha, não tirada por ela, junto no pacote. Depois disso, seu marido, some ao se deparar com a imagem. O que teria motivado ele a se comportar dessa forma??

Em seguida li:

A escola dos Sabores - Erica Bauermeister

Uma jovem descobre desde muito cedo a transformar simples ingredientes em refeições fantásticas.
Ela abre uma escola em que irá ensinar aos alunos, além de segredos culinários, a enxergar a vida de forma mais profunda.

Ainda no clima culinário, li por indicação da Fabiana, O cozinheiro do Rei Dom João VI - Hélio Loureiro



Confesso que não me agradou muito no início, cheguei até a cogitar abandonar, mas insisti. O final acabou compensando e algumas receitinhas também


Uma receita um tanto quanto peculiar...


É um romance ficcional que retrata a vida de Dom João, sua vinda ao Brasil e o retorno à Portugal, aonde morre. Rapidinho de ser lido, vale a pena dar uma olhada.

Um Lugar à Beira-MarDebbie Macomber

Já havia lido um outro livro dessa autora chamado Um Bom Tricô o qual me fez buscar outros livros dela, já que o enredo desse foi bom.
Porém, essa segunda aproximação não foi das melhores.
Estória bobinha, personagens com atitudes infantis e irreais demais.

A personagem principal perde a família num acidente e para refazer sua vida, encontra um chalé numa cidade minúscula aonde irá encontrar os tipos mais estranhos e intratáveis.
Essa foi a grande decepção do mês.




Ah, ainda finalizei 2 que comecei em dezembro:

As mulheres de terça-feiraMonika Peetz Um romance sobre a vida de um grupo de amigas que resolvem se aventurar pelo Caminho de Santiago de Compostela. Também não gostei muito pois o foco que para mim seria na peregrinação, virou uma lavação de roupa suja.




Por fim,

O CarrosselRosamunde Pilcher. Uma das autoras do meu coração, autora de um livro que adoro chamado Os Catadores de Conchas. Nesse, a leitura não foi tão prazerosa mas ainda assim, não tão ruim quanto o Lugar à Beira-mar…
Uma jovem vai passar umas semanas com sua tia doente e lá encontrará uma garotinha sensível e um homem misterioso.




Ufa!

Bem, pelos meus cálculos, vi que desde abril passado eu não lia tanto como li nesse janeiro.

Ainda tinha que falar sobre mais um projeto (!) mas deixo para o mês que vem. Esse post já está gigante.

Um grande beijo e boas leituras,
Lu




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quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Desafio de escrita criativa: Aquela praça, naquela praça - por Leila Jacob



Olá leitores, tudo bem?

Projeto de escrita a todo vapor e o desafio da semana é: Descreva um lugar.
participe conosco e vamos colocar nossa escrita em prática.
Em 2015, andando na rua da faculdade, eu sempre via uma idosa observando o bairro pela janela e imaginava o que ela estava pensando. Hoje resolvi por essa lembrança em texto.
Quem está mais perdido do que cego em tiroteio e não sabe do que estou falando, não te reprimas para entender, veja a primeira postagem da Fabi  A vidraça da sala da minha infância.

Aquela praça, naquela praça:

Do alto daquele prédio se via todo o bairro e um pouco além. O tempo corria sem parar.

A padaria logo cedo abria as portas para receber os madrugadores, o hospital nunca apagava as luzes e a estação de metrô não parava de sair gente, de estudante à doutor, todos correndo apressados para chegar aos seus destinos. 

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Mas o que mais me admirava era que no meio desse caos havia uma praça bem verdinha: tinha árvores, canteiros de flores, passarinhos e bancos de cimento com mesas de xadrez.
Quando eu era mais nova e com saúde podia descer para fazer as minhas caminhadas e via a beleza daquela praça de perto: no meio da praça havia uma fonte bem pequena com anjinhos com biquinhos de onde saía um jato de água, nos dias quentes os pássaros Bem-te-vi tomavam banho na beirada da fonte.

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No meio das árvores ornamentais havia também um pé de acerola e outro de aroeira, as crianças sempre pegavam as acerolas do pé, nunca consegui enche a mão com as frutinhas deliciosas. Havia uma cerejeira japonesa que fazia sucesso toda vez que florescia.
Tinha um espaço de equipamentos de academia que estavam quebrados devido o uso indevido das crianças.
Aos pés dos poste de luz haviam tigelas com ração e água para os animais de rua.
Os senhores se encontravam todas as tardes naquela praça para jogar xadrez e contar historias da juventude, sentados nos bancos, rindo e duvidando se as historias eram reais.

Irei sentir falta de poder sentar naqueles bancos e encostar os pés na grama, de caminhar de noite, ver os casais se encontrando, de comer pipoca doce e rir das pessoas esquisitas que saiam do metrô.
Daqui de cima tudo é cinza a única coisa que se destaca é a beleza naquela praça.


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segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Desafio de escrita criativa: A vidraça da sala da minha infância - por Fabi Sanchez


E aí? Começaram bem o ano? Lendo muito e escrevendo tudo?
Bom, aqui no Língua, como falamos lá na postagem anterior, Bem vindo 2020 , estamos com a corda toda!
Eu e a Leiloca nos propusemos a escrever pra arrebentar, vamos ver se damos conta, com toda a correria besta do dia-a-dia, sabemos que teremos muitos desafios, mas pensando nisso, nos submetemos a um tema de escrita por semana, portanto, vamos dar inicio com o tema:

"DESCREVA UM LUGAR"

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O que é descrever?

Descrever é uma ato de escrita onde a pessoa tenta reproduzir, com suas palavras, aquilo que está vendo, utilizando muitos substantivos e adjetivos para explicar uma paisagem, um objeto ou uma pessoa. Geralmente as descrições estão imersas nas narrativas, pois é muito cansativo um texto que seja somente descritivo, mas como estamos falando de um desafio de escrita, então mão na massa! 

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A vidraça da sala de minha infância

Sempre gostei dos dias cinzentos.
Era uma janela com molduras de ferro… na verdade, química é algo que não domimo muito bem, mas ao menos o gosto que eu sentia em minha língua ao passá-la sobre uma das alças de sua trava, tentando molhar a parte de dentro como a chuva molhava a parte de fora, parecia de ferro: um sabor acre, seco, que chegava até a garganta junto com uma textura irregular, dura, fria. Diferente do cadeado que tinha gosto de nada e textura de liso. Os cadeados nunca me prenderam a atenção.
Aquela dureza, aquela frieza, aquela textura irregular se estabeleciam lá nas profundezas de mim.
E encostava as almofadinhas rosadas de minhas bochechas, apertando meu pequenino nariz de seis anos e minha boca vermelha sem batom (acho que o uso do batom desgastou o meu vermelho pueril e natural da infância) contra o vidro frio, tão frio que parecia que a chuva do lado de fora também o havia molhado do lado de dentro. E ficava ali, competindo com a chuva pra ver quem se apertava mais contra o vidro, meu nariz ou suas gotas bravas, pra ver quem conseguiria primeiro transpor a transparência da vidraça, medindo forças naturais... na verdade eu só me espelhava nas gotas de chuva, aprendendo a ser como elas, imitando-as, tentando ser líquida, fluída, transparente, escorregadia por onde passasse, impegável e, como minha mãe dizia, quem a pegasse, ficaria doente, ou seja, é preciso ser forte, vibrar a vidraça, espancando-a torrencial e inabaladamente.
Aquele cheiro de ferro molhado foi enferrujando meus sentimentos desde muito sempre.
E hoje, quando o céu promete chuva cinza, sinto o gosto e o cheiro enferrujado da minha água interior, e isso acalenta minha alma, levando-a a fluidez cortante de um vidro estilhaçado.



E vocês? Tem algum cantinho cantinho ou momento de sua infancia que te marcou pra sempre? Me conte aí embaixo! E fique ligado que ainda esta semana ainda tem texto da Leila e da Lusia!

Bjks e Boas Leituras!


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quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Bem vindo, 2020!



Olá, caros leitores!

Sei que estavam com saudades das postagens do L&L, mas estávamos meio que fechados pra balanço, por isto da primeira postagem sair só agora, porque queríamos escrever quando estivéssemos com todas as novidades prontas. Preparados para elas? Então vamos lá!

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