quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Desafio de escrita criativa: Aquela praça, naquela praça - por Leila Jacob



Olá leitores, tudo bem?


Projeto de escrita a todo vapor e o desafio da semana é: Descreva um lugar.
Participe conosco e vamos colocar nossa escrita em prática.
Em 2015, andando na rua da faculdade, eu sempre via uma idosa observando o bairro pela janela e imaginava o que ela estava pensando. Hoje resolvi por essa lembrança em texto.
Quem está mais perdido do que cego em tiroteio e não sabe do que estou falando, não te reprimas para entender, veja a primeira postagem da Fabi  A vidraça da sala da minha infância.

Aquela praça, naquela praça:

Do alto daquele prédio se via todo o bairro e um pouco além. O tempo corria sem parar.

A padaria logo cedo abria as portas para receber os madrugadores, o hospital nunca apagava as luzes e a estação de metrô não parava de sair gente, de estudante à doutor, todos correndo apressados para chegarem aos seus destinos. 

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Mas o que mais me admirava era que no meio desse caos havia uma praça bem verdinha: tinha árvores, canteiros de flores, passarinhos e bancos de cimento com mesas de xadrez.
Quando eu era mais nova e com saúde podia descer para fazer as minhas caminhadas e via a beleza daquela praça de perto: no meio da praça havia uma fonte bem pequena com anjinhos com biquinhos de onde saía um jato de água, nos dias quentes os pássaros Bem-te-vi tomavam banho na beirada da fonte.

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No meio das árvores ornamentais havia também um pé de acerola e outro de aroeira, as crianças sempre pegavam as acerolas do pé, nunca consegui encher a mão com as frutinhas deliciosas. Havia uma cerejeira japonesa que fazia sucesso toda vez que florescia.
Tinha um espaço de equipamentos de academia que estavam quebrados devido o uso indevido das crianças.
Aos pés dos poste de luz haviam tigelas com ração e água para os animais de rua.
Os homens mais velhos se encontravam todas as tardes naquela praça para jogar xadrez e contar historias da juventude, sentados nos bancos, rindo e duvidando se as historias ali contadas eram reais.

Irei sentir falta de poder sentar naqueles bancos e encostar os pés na grama, de caminhar de noite, ver os casais se encontrando, de comer pipoca doce e rir das pessoas esquisitas que saiam do metrô.
Daqui de cima tudo é cinza a única coisa que se destaca é a beleza naquela praça.


Comentem e vamos bater um papo.


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2 comentários:

  1. Que tristeza!!! Ela nunca mais descerá à praça!!! Quase chorei!!!

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    1. Pela última vez que ela desceu ela não sabia que era a última...

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