sexta-feira, 13 de março de 2020

Desafio de escrita criativa: A irmandade - por Leila Jacob

Caro leitor,
Confesso que quase não posto esse conto, mas ainda hoje sexta feira 13 está acabando o tema terror.
Então me inspirei no conto do barba azul para escrever esse texto espero que gostem.


A vida na cidade de São Paulo estava se tornando monótona para uma jovem senhora casada. Tinha 5 anos que Rosemery estava vivendo em uma cobertura luxuosa na avenida Paulista. Antes disso era apenas a secretaria de um empresario de sucesso Hugo Borges, que vivia levando ela para festas como companhia, já que não era comprometido.
A moça também amava passar o começo das noites em bares na rua Augusta, bebendo líquidos as vezes desconhecidos por ela e se divertindo com os amigos do escritório.
A vida era leve nessa época, era suave e livre.

Saulo Barros um senhor famoso empresário paulista estava atrás de uma esposa, já havia tempo que estava sozinho e queria ter alguém para cuidar do lar e também exibir um troféu de mulher em festas requisitadas. Saulo era famoso por ter tido várias esposas, todas haviam morrido e o deixado viúvo, a partir do terceiro casamento as pessoas perceberam essa certa maldição em sua vida. Numa dessas festas Hugo apresentou Rosemery.

 - Saulo...você precisa conhece-la, além de ser linda é uma companhia agradável. Difícil é um homem ser infeliz com a companhia de Rose.

 Dito e feito, se conheceram e se deram muito bem. Saiam com frequência, a moça se mostrava encantada pelo magnata e ele sentia um desejo enorme pela moça. Logo o pedido de casamento foi feito no meio de um jantar especial em homenagem a Rosemery, que aceitou sem pestanejar.

 E viviam bem até certo tempo, Rosemery era a flor mais bonita do jardim e Saulo era a mais fechada e discreta, as pessoas achavam que a discrição de Saulo era pela avançada idade, diferente da esposa que era jovem e cheia de vigor.

Saulo tinha percebido a infelicidade da esposa e propôs a ela uma mudança, irem morar numa de suas casas no campo. A mulher ficou extasiada de alegria, e tratou logo de escolher uma de suas casas preferidas uma mansão que ficava no norte do estado de São Paulo. O marido havia ficado desconfortável com a decisão e a esposa notou e logo de cara o indagou.


-Ué, por que ficou chateado?, a casa está vazia podemos morar lá...por favor querido a casa é uma das mais bonitas


- Não estou chateado querida, claro que iremos morar lá.


Se mudaram uma semana depois, Rosemery estava animada para começar a decorar a nova casa e fazer muitas compras. A casa tinha dezenas de quartos, copa, cozinha, sala de estar, sala de jogos, piscina, um enorme jardim e havia cômodos subterrâneos, um cômodo bem suspeito com uma porta antiga trancada.

Assim que mulher terminou a decoração da casa teve a ideia de cuidar do subterrâneo, poderia servir para entreter as visitas. Assim que Saulo soube da noticia ficou furioso e alertou a esposa.

- Rosemery Barros! Espero que você não ouse entrar nos subterrâneos dessa casa sozinha ou sem minha autorização, caso me desobedeça sofrerá as consequências.


A esposa ficou desesperada e com medo da atitude do marido, não o questionou ou brigou só ficou desnorteada. Naquele momento ela havia percebido que nunca tinha ido aos subterrâneos sozinha, ele sempre a acompanhava. E a curiosidade começou a crescer em Rosemery, e ela lembrou do quarto trancado que havia lá em baixo, o que será que estava  lá dentro?

A curiosidade da mulher cresceu imensamente e ela esperou seu marido sair para procurar a chave da porta misteriosa, na primeira gaveta que abriu do escritório do marido achou várias chaves antigas, não poderia ser tão fácil assim já que Saulo não queria que ela entrasse ali deveria esconder melhor as chaves.
Ela não exitou desceu as escadas para o subterrâneo correndo pois a curiosidade estava lhe matando e ao chegar na porta sentiu um arrepio.
Testou chave por chave até a última girar e abrir a porta.
Estava escuro e sentiu nos pés algo gosmento pegou o celular do bolso e ligou a lanterna.
Não era possível? Os olhos de Rosemery se esbugalharam e ela sentiu o coração querendo sair pela boca.
Eram corpos ensanguentados de mulheres, todas as mulheres mortas de Saulo. Os corpos estavam um em cima do outro com muito sangue. Como se tivessem sido mortas a pouco tempo, mas elas havia morrido há anos.
Rosemery queria vomitar, deu as costas para a chacina e trancou a porta, ao levantar os olhos viu Saulo enfurecido em sua frente, seus olhos que eram castanhos estavam numa cor estranhamente azul.

-Eu falei que se entrasse iria sofrer as consequências! Você é como elas...nunca poderia ter confiado em você!!!

Saulo abriu a porta da sala sangrenta e empurrou Rosemery pra dentro.
Ela estava bem séria e o medo não estava estampado na face.
Ele estranhou pois não era a reação que costumava acontecer.
Quando ele puxou uma adaga para mata-la em um só golpe, ele sentiu dentes finos em seu pescoço que foi separado rapidamente do corpo.
Rosemery viu todas as mulheres mortas em pé em volta dela, mas não sentia medo.
Até que uma delas falou:
-Vamos conosco irmã, um já vingamos mas ainda tem muitas das nossas que precisam de nossa ajuda.
E seguiu sem reclamar a irmandade.


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