quinta-feira, 19 de março de 2020

Desafio de escrita criativa: A árvore - por Fabi Sanchez

Olá, queridos leitores!
Como vocês estão? Guardadinhos em suas casas nesta época de pandemia louca? Espero que sim. Enquanto isso, aproveitem para ler todas publicações do Língua que você não tenha lido. Fica o convite!
Mas vamos ao desafio de escrita da semana. O tema da semana é bem pertinente ao que estamos passando, escreva sobre "Um lugar que exista apenas na sua mente". Quem, neste momento, não gostaria estar morando num lugar diferente deste onde está o vírus, ou ao meninas vamos ver o que a Leila e a Fabi vão escrever sobre esse tema.

Resultado de imagem para arvore, gruta e tigre
A árvore


Respiro fundo.
Abro meus olhos.
Fui arrastada por meu tigre que me abocanhou pela nuca e me trouxe até sua toca.
Para os que não tem olhos de ver, compreenderão um lugar fétido, escuro, sombrio, tenebroso.
Eu vejo, vejo com meu olhos felinos o odor familiar do aconchego do retorno de minha casa primeira, de nascença de minha alma, a pouca luz aconchegante me faz ronronar de acalento, o cheiro de musgo subindo pelas paredes me levam para o mais profundo da gruta onde encontro raízes. Grossas e forte raízes que se mostram salientes no chão do fundo da caverna, lembro-me da estreita passagem do fundo da gruta escura. Quantas vezes, quando tudo me parecia luz, achando estar bem orientada, não passei desapercebida pela única saída segura do fundo da gruta, aquela fresta estreita, por onde passo apertada deixando meus feromônios registrados nas rochas, seguindo o caminho das raízes expostas.
Fui.
A fresta nada mais é do que um túnel guiado por um estreito chão de grossas raízes entrelaçadas, onde musgos sobem pelas paredes e isso me inspira água. Cheiro água. Ouço água. Um pouco de Luz vem de cima e um tronco largo de casca grossa cobre toda a saída da fresta, só me resta escalar. Finco minhas unhas e subo, ao alto e infinitamente sempre, recebendo, cada vez mais em minha coluna o calor, da luz do alto e gotículas rejuvenecedoras que respingam sobre meus pelos eriçados de uma longa, infinita e brilhantemente límpida casata que me cerca o todo de tronco vivo.
E enfim, chego no primeiro galho.
E muitas e muitas folhas de muitos e muitos verdes, passando entre tons de amarelo, laranja e marrom. O cheiro de verde penetra na minha alma, e me limpa, e me cura, E continuo a subir. 
Mas não encontro fruto algum até subir no topo da copa e encontrar meu velho amigo encouraçado, sentado no tronco alto, sorrindo-me bem branco dentro de seu gibão e junto a mim observamos o tudo, simplesmente sem mistérios e descubro que o único fruto da vida sou eu.

E você? Onde tem ido neste momento de reclusão?
Conte para nós!

Bjks e boas leituras!

Siga-nos no Instagram
@fabipsanchez78
@tworeadergirls
@cristianeolis78
@culinariaehorta
@leilabookcook 

Nenhum comentário:

Postar um comentário