terça-feira, 7 de abril de 2020

Jornalismo literário ou literatura jornalística? - por Cristiane Oliveira

Pessoal, tudo bem?
Dia 07 de Abril, comemora-se o dia do jornalista. 
E o que ajuda a formar um bom jornalista, além de muito estudo, pesquisa e dedicação? 
A leitura, claro!

Leitura é uma atividade intrínseca à essa profissão.
Já tive o prazer de ler obras muito boas de jornalistas que eu sempre admirei.
Uma delas é a Claudia Wallin, jornalista brasileira radicada na Suécia, que escreveu “Um país sem excelências e mordomias.”





Usando todo o seu senso investigativo e dedicação, Cláudia Wallin colheu  informações factuais e as compilou nessa obra e ainda fez paralelos com situações vivenciadas por políticos suecos e brasileiros.
Nem preciso dizer o quão rico de informações e fatos é esse livro.
E informação é a melhor arma para tudo na vida, certo?
Se você busca mais informação, se torna mais sábio e consegue aproveitar melhor muitas situações da vida cotidiana.

Aprendi isso quando comecei a prestar atenção aos noticiários. 
Lembro-me que havia alguns telejornais que eu gostava muito de acompanhar e ainda criei um bloquinho de anotações para marcar não só os assuntos e nomes relevantes daquele momento, como também palavras novas.
Às vezes eu escrevia da forma que escutava (para não perder o fio da meada) e depois pegava o dicionário para conferir.

Uma dessas palavras foi “energúmeno”, dita pelo Boris Casoy, na época que ele apresentava o jornal do SBT. 
Não demorou muito para eu conseguir usar essa palavra… Mas calma! Não insultei ninguém próximo à mim. Kkkkk
Será que todo jornalista faz um bom escritor? 
Estava aqui me perguntando como seria a técnica de compilação de informação e escrita de cada um dos jornalistas dos quais já li.

Confesso que sou muito curiosa para ler obras feitas por jornalistas. Primeiro porque estar no vídeo e ter a oportunidade de se expressar pela escrita são atividades bem distintas.
Depois de ler algumas obras, cheguei a algumas conclusões do tipo: fulano é melhor debatedor/emissor de opinião pelo vídeo do que pela escrita. 

Porém, não farei aqui essa exposição, pois acredito que determinados jornalistas, até por conclusão posterior, podem se preparar e criar obras interessantíssimas e essenciais para a História. 
Há um tempo, fiquei satisfeita em ver que um jornalista e escritor com quem já pude conversar em alguns momentos teve mais uma obra lançada e estava sendo citado por pessoas de grande importância no jornalismo brasileiro.

Eu o conheci pelo simples fato de ter sido a instrutora de inglês e a organizadora do programa de intercâmbio do filho dele. Sim! Fatalidades do destino.
O filho sempre se mostrou muito antenado e interessado em assuntos “pouco convencionais” no meio dos adolescentes. 

E eu adorava as aulas com o garoto porque ele saia do comum. Acho que isso, além do interesse e esforço pessoal, se devia, em parte, pela boa influência que o pai dele surtia no dia-a-dia. 
Quando marcamos para termos a primeira reunião para vermos qual tipo de programa, país e cidade seriam ideais para o filho dele, descubro que ele, o pai jornalista,  já tinha viajado para outros países em busca de material para reportagens. Achei aquilo tudo fascinante.
Hoje ele não só continua compilando material e pesquisando como se tornou repórter de O Estado de São Paulo.

Você já leu alguma reportagem de Luiz Maklouf Carvalho?
Pois bem! É dele que estou falando.
Luiz Maklouf Carvalho nasceu no estado do Pará e, além de escritor e jornalista, é bacharel em direito. 


Vencedor de dois prêmios Jabuti de livro-reportagem – por Mulheres que foram à luta armada (Globo, 1998) e Já vi esse filme – Reportagens (e polêmicas) sobre Lula e/ou o PT (1984/2005) (Geração Editorial, 2005). 
É autor, também, de Contido a bala - A vida e a morte de Paulo Fontelles, advogado de posseiros no sul do Pará (Cejup, 1994), Cobras criadas: David Nasser e O Cruzeiro (Senac-SP, 2001), O coronel rompe o silêncio (Objetiva, 2004), sobre a guerrilha do Araguaia e João Santana – Um marqueteiro no poder (Record, 2015). 




Seu último trabalho recebeu o título de 
“O Cadete e o Capitão — A Vida de Jair Bolsonaro no Quartel” (Todavia, 2019).




Ufa! Bastante coisa, não? 
Confesso que ainda não li quatro das obras listadas, mas, em breve, farei isso. 
Além do Luiz Maklouf,  há outros jornalistas que escreveram obras que me preencheram de saber crítico. 
Abaixo, uma breve compilação de outras obras que já li e aprovo:



E caso você queira acompanhar algumas reportagens que ajudaram na criação da mencionada obra de Claudia Wallin, eis o link: 


E vocês? Quais livros escritos por jornalistas vocês já leram e gostaram? Quais foram mais relevantes? Compartilhe conosco! 

Feliz dia do jornalista para quem for da área. 
Até a próxima!

Cris


Siga-nos no Instagram

@fabipsanchez78

@tworeadergirls

@cristianeolis78

@culinariaehorta

@leilabookcook 

Nenhum comentário:

Postar um comentário